quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Por onde começar... estes meses de chuva trazem muito preguiça e opta-se por programas mais caseiros.

Se o cinema anda fraco (apenas com um sofrível New York I Love You), já o teatro nem vê-lo.

Assim anda-se um pouco sempre pelos mesmo sítios, com pouca vontade de inovar.


Assim de repente, só me lembro do Origami ali perto do Bairro Alto. Muito bom, muito estiloso e para verdadeiros amantes de sushi.. o menu de 20 peças é demasiado para estômagos como o meu e jurei que não voltava a comer sushi tão cedo (o que acabou por não ser verdade).


Pela noite o novo bar - renovado - Aquarela em Alfama. Muito calmo, bom som, bom ambiente. Espaçoso. Dá para estacionar o carro ali perto e ir a pé. A conversa tem que ser baixinha a partir das 2 da manhã que a vizinhança chama a polícia!


No Bairro Alto, de sempre, as morangoskas do Rua... que maravilha! Um hábito não recente e para manter...


Em Sintra o café Saudade... lindo de morrer, mesmo de filme, com torradinhas e capuccino mesmo cremoso. Já agora, também, em Sintra: a maravilhosa Quinta da Regaleira. Três horas de descobertas, no meio de túneis e passagens secretas. E já agora convém levar lanterna.

Para Jantar: a tasca do Xico (em Sintra), ambiente descontraído, bons petiscos mas empregados toscos que respondem com um "tasse bem" e levam reprimendas dos colegas!


E pronto, este ano acaba assim.
Rumo a 2010, com muita vontade de continuar a passear por Lisboa e arredores!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Times they are a changing....

Já dizia o Bob Dylan: os tempos mudam... mesmo em Lisboa.
A rapariga, que todos os dias se senta no chão frio, com os pés destapados, e pede umas moedinhas, passa as horas vagas a brincar com o telemóvel...
Os dois homens que saem do hospital, de braço dado, muito juntos, sem se saber qual apoia qual....
O senhor, que todos dias sai da loja de sapatos lá do bairro para dizer me bom dia e, hoje, me tocou no braço e quis falar mais que um bom dia, para saber como estava a menina...
Ficar aborrecida porque o senhor da papelaria me trata por tu....
E ficar ainda mais aborrecida porque uma rapariga de 18 anos me trata por você....
Ir ao cinema e achar estranho que as cadeiras tenham todas a mesma altura e que tenhamos que ficar deitados para ver o filme....
Já haver iluminações e enfeites de Natal há mais de quinze dias...
Sair da porta de casa,, logo de manhã, e dizer bom dia a mais de cinco pessoas...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O antigamente...


Regressada da maravilhosa e complexa cidade de Amesterdão, dou por mim a achar Lisboa mais feia.

Eu que sou uma lisboeta convicta, que falo à tia (segundo me dizem), que digo imperial, bica e joâlho (por oposição a joelho!), sinto-me esta semana um tudo ou nada menos lisboeta.

Ou são os transportes cheios de gente mal humorada, ou são os prédios abandonados, ou as ruas sujas com pessoas que dormem nos bancos de jardim... não sei.

Ontem, ansiosa por chegar a casa, na paragem do autocarro 30, assisti ao piorzinho que se pode dizer da natureza lisboeta (ou portuguesa).

O autocarro não chegava e quando chegou, apenas por inquisição (palavra branda) dos futuros passageiros, se soube que partiria apenas passado 20 minutos.

30 minutos depois da hora marcada e sem pressa de se despachar.

Ora, se é mau que todos tivessemos que nos submeter ao atraso, na ânsia de chegar a casa, para mim, muito pior foram as palavras com que a passageira, mais lisboeta e arrebitada que lá ia, nos brindou...

Este país é uma desgraça.

Eu não votei nestes.

Decidiram por mim.

E, por fim, lá veio a minha preferida: antigamente é que era bom...

Ah pois é... no fim de um dia stressante q.b., em que não consigo chegar a casa, só faltou mesmo o saudosismo pelo antigamente.

E para que não houvesse dúvidas, a sra. a crescentou: naquele tempo havia quem mandasse!


Em Amesterdão também haverá disto, é certo. Eu provavelmente é que não percebo, felizmente!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cultura aos molhos







A semana foi cultural q.b.



Três concertos e uma aula de dança.


O Inverno foi descansar uns dias e o Outono apareceu mas demasiado quente.
Na quinta rumámos ao Campo Pequeno para ir ver o espectáculo "Três Cantos", com Zé Mário Branco, Fausto e Ségio Godinho. (para expreitar em http://www.musica.iol.pt/noticias/sergio-godinho-fausto-bordalo-dias-enfim-juntos-jose-mario-branco-campo-pequeno-tres-cantos/1097790-3378.html)
Os três transportaram-nos para outro tempo, fazendo do campo um espaço mesmo pequeno para tanta gente, um espaço de nostalgia, animação e muita energia.
Foi algo de memorável ver os meus pais, e os pais de muita gente, aos saltos, aos gritos, a dançar e a gritar. Foi memorável recuperar sensações de outros tempos. Faltaram as que eu conhecia melhor e só cantaram mesmo os verdadeiros nostálgicos! Apenas consegui cantar a plenos pulmões "Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!". Uma das minhas músicas preferidas...
No sábado voltámos ao Seixal. Mais uma vez reuniu-se a família e toda a gente bateu o pé, bateu palmas e se riu com a Mingus Big Band.
Que espectáculo, que som!
Para quem não percebe nada de jazz, como eu, deu para apreciar tudo muito bem.
Para perceber que afinal posso comprar mais CDs daquele tipo de música, que é mesmo muito boa!
Ontem para fim de festa: Lindy Hop.
A nabice foi realçada por toda a turma ser composta de gente que sabe dançar muito e bem... ficou um amargo de boca, por não ter um menino com quem treinar... alguém se oferece?



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Seixal Jazz 2009 - Joe Lovano


Noite chuvosa, o Inverno chegou de um dia para o outro.

Por sugestão do meu pai, lá rumámos ao Seixal debaixo de algum stress com horas e bilhetes reservados mas não comprados...

A segunda circular estava um inferno, a Av. de Ceuta parada e a ponte 25 de Abril não andava... uma hora no trânsito e depois uma hora e meia de concerto.

Mas compensou!

O concerto era do/com Joe Lovano.
Saxofonista de renome (não para mim, inculta!) e a sua banda "Us five". Banda composto por Joe Lovano (saxofones tenor e soprano), James Weidman (piano), Esperanza Spalding (contrabaixo, voz), Otis Brown III (bateria), Francisco Mela (bateria e percussão).
Duas baterias, um contrabaixo, um piano e um saxofone (que ele trocava com outros instrumentos de sopro que não faço ideia como identificar!). As baterias eram o máximo, os meus preferidos!

Começou muito free (há que dominar o calão!) e eu pensei que ia ter dificuldade em acompanhar tal a autonomia de sons, mas depois passou para algo mais harmonioso (? na minha opinião !) e eu passei a gostar mais.
Muito bom, boa maneira de passar a noite, numa sala bonita, composta e animada.

E o melhor: sábado há mais no Seixal Jazz 2009!!

domingo, 18 de outubro de 2009

Seis personagens à procura de um autor


Depois de um fim-de-semana de arromba (merecedor de descrição em breve!), aqui fica o post que faltava, sobre o teatro da passada quarta-feira.

Seis personagens à procura de um autor, no Teatro S. Luiz, a € 5 para menores de 30 anos!

Começou muito bem, cenário engraçado, ambiente em que a peça se misturava com o público, mas, depressa, descambou.

Demasiada confusão, más projecções de voz (ora berros ora sussurros) e um mau entrosamento da história essencial com as restantes personagens. O tema era muito giro, mas faltou saber envolver e misturar. Tornou-se maçudo, complicado e até aborrecido. (Houve direito a cabeçadas para tentar não adormecer!)

No fim, a única nota positiva vai para o João Perry, muito bom actor, faz acreditar que é a personagem que procura um autor.

Nota negativa: o cliché de nos levantarmos sempre no fim das peças. Porque é que já não nos levantamos apenas quando vale a pena?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Lindy Hop e Diana Krall

Fim-de-semana eleitoral em Lisboa.
Fim-de-semana de Verão em pleno Outono.
Fim-de-semana com imensas visitas ao Jardim do Torel.
Sábado à tarde passeio pelo Rossio e Chiado acompanhados do cãozito. Imensa gente na rua, ambiente de Primavera, muitos elogios ao cãozito. Choco-leite-machiato (ao algo assim...) ali para os lados da Rua Augusta, numa esplanada cheia de turistas. Fresquinho, boa mistura de café com chocolate.
À noite, de mota, lá fomos ver a Diana Krall. Mas confesso que não me aqueceu nem arrefeceu. Não sei se por estar muito cá em cima, na sala de concertos do Campo Pequeno, mas senti-me um pouco desligada. Ela canta muito bem, as músicas são todas bonitas (à excepção de uma sobre o Canadá que era do pior...) e é muito simpática.
Deu para cantar o Corcovado, baixinho em brasileiro, enquanto ela cantava a versão inglesa, não tão bonita, mas ainda assim muito bem.
Houve quem gostasse muito e , no fim, isso é que contou.
Domingo: mais passeios e almoços familiares. Miminhos de sobrinha emprestada e depois passámos a tarde, no Ateneu, a dançar Lindy Hop (tendo já votado, claro!).
Nova dança antiga, com uma professora que falava tal e qual a Nelly Furtado.
Imenso calor, mas muita animação, numa sala antiga, virada para a rua do Coliseu.
Ficámos mesmo fãs e queremos repetir.
Quem quiser juntar-se à febre pode ver mais aqui:

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Encontros democráticos no NOVO JARDIM DO TOREL!


A comitiva estava no portão do Jardim do Torel.

A nossa curiosidade ganhou e decidimos entrar.

Os primeiros a pôr o pé no novo jardim do Torel!

O cãozito foi o primeiro a deixar a sua marca no relvado novinho... (que apanhámos discretamente!)

O dono foi o primeiro a sentar-se nas espreguiçadeiras estilosas (com design) com vista para a Baixa e o Rio.

E a dona foi a primeira a pendurar-se nas grades para ver melhor a paisagem.

Mas, eis se não quando, aparece o inaugurador do espaço: o Zé Faz Falta, antes bloquista, agora socialista, aparece de ar bem disposto e pergunta aos donos (e ao cãozito) o que acham do novo espaço.

Por momentos um pequeno susto... e se o dono demonstra que não gosta nada destes? E se o cãozito salta para a perna do Zé?

Mas nada disso: dono foi incisivo (como sempre!), acusando os atrasos e até sugerindo sacos pretos para cães.

E a malta (quase arruada) reuniu-se em volta dos primeiros visitantes do Jardim (e o James não resistiu e atacou mesmo uma perninha da comitiva!) e expressaram-se opiniões sobre o novo espaço de Lisboa. O Zé pediu que lhe telefonássemos se víssemos grafittis e nós dissemos que sim!

E assim se inaugurou (a 4 dias das eleições!) uma das melhores vistas da cidade, agora com um café e restaurante, que ainda não abriu, mas promete (o Zé!) que vai ter esplanada para toda a gente.

E já fazia mesmo falta....

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

DEUS DA MATANÇA




O DEUS DA MATANÇA, que está em cena no Teatro Aberto, com Joana Seixas, Paulo Pires, Sérgio Praia e Sofia de Portugal, poderia ser uma peça muito boa, mas é apenas razoável.

Não porque os actores não sejam bons, não porque o tema não seja interessante, mas porque tudo é exagerado e demasiado estereotipado.
Começa muito bem. O tema é interessante: pais, filhos e casais. As decisões em casal, o trabalho pelo meio e as diferenças entre pai e mãe.

Mas depois tudo descamba. Tudo grita, tudo berra e tudo se embebeda.


Todos eles se tornam estereótipos: o advogado que não tem tempo para nada e que não liga muito á família, a mãe composta e bem arranjada, mas que no fundo é infeliz a todos os níveis; o pai compreensivo, mas banana, com uma profissão simples por comparação com o outro (não sei porquê…) e que, no fundo, só quer ser machão e a outra mãe idealista, artista, defensora da paz e que apesar de tudo acaba por ser oca e fútil.
Todos temos um pouco daquilo, mas não somos apenas aquilo.... acho.
As interpretações são excelentes, especialmente a das mães.
O Paulo Pires é um excelente estereotipo do que todos acham (??) que deve ser um advogado dado a sua rigidez natural.


Foi um bom serão, mas não foi ,de todo, o espectáculo que eu esperava.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Almoçar no Magnólia Café


Para intercalar um dia de trabalho, travar a neura que veio com os dias mais curtos, deve ir almoçar-se (bem acompanhado de preferência) na Av. Miguel Bombarda, ao Magnolia Café.

Ali encaixado entre a Av. República e a Gulbenkian, fica num lugar sossegado, que faz esquecer o centro da cidade e (quase) o trabalho

Quem, como eu, inveja o ar dos cafés dos filmes em que tudo parece estiloso, mas confortável, com comida de aspecto delicioso, pode encontrar aqui o seu poiso.

Tudo excelente.

Ambiente calmo, preços acessíveis e o pior é que não apetece mesmo voltar ao trabalho.

Crepe de salmão fumado, com umas alcaparras de aspecto duvidoso (nem provei), mas que felizmente estavam em cima e, por isso, se tiravam muito bem.

Fiquei de olho nas tartes doces, mas pode ficar para a próxima, para um lanchinho...

Para quem tenha mais tempo e possa fugir mesmo ao regresso ao trabalho, pode demorar-se numa poltrona colorida, ler uma revista, de barriga composta e de ânimo, claramente, em alta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A gaivota

A populaça juntou-se em redor de um dos lagos do Campo Mártires da Pátria.

A populaça uniu-se com um objectivo comum e toda a gente gritava e gesticulava.

Velhotes, normalmente apáticos, saíram dos bancos de jardim, largaram a sesta pelo caminho e acorreram à beira do lago.

O motivo: ela.

A gaivota.

Ofendidos, insultavam-na, gritavam-lhe.

Já levou dois e agora quer mais um, diziam.

Os patinhos. Ainda ontem eram 6 e agora são só 4.

Mas ela lá continuava, sobrevoando, ansiosa pelo seu almoço, quase alheia ao facto de este ser um patinho amarelo, acabado de sair do ovo.

A populaça juntou-se e gritou. Mas a gaivota conseguiu levar um patinho, e a populaça, ficou, tal como a a mãe pata, indefesa a olhar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Caipirinha e e morangoska dão energia e fazem tudo parecer mais rápido!

Porque Setembro parece(-me) o mês da cultura (será?), aproveitamos todas as oportunidades para esgotar os últimos cartuchos das noites ainda quentes.

Sexta, venceu-se o sono, e fomos passear ao Bairro Alto (para variar).

O plano inicial era uma festa no Martim Moniz. Chegadas lá, nada de festa, nada de gente.

Não arriscámos. Subida até ao Chiado e paragem no Kaffeehaus. Bebemos um chá de gengibre e limão muito bom e acabámos a rir, porque a alemã teve mesmo que falar em alemão com o dono do bar que é austríaco (ela bem tentou disfarçar!)

foto do blog.delaranja.com


Mais uns passitos, rumo à calçada do Combro, onde, descendo umas escaditas, se bebem umas caipirinhas muito boas a €2. A noite continuou, passeando pelas ruas movimentadas, bebendo morangoskas muito boas no RUA. Para queimar calorias subida a pé até a casa.
Moral da história: caipirinha e e morangoska dão energia e fazem tudo parecer mais rápido, deve ser da fruta....


Dia seguinte: passeio em Belém debaixo de um sol quentinho e vontade de comer pasteis. Resistir e conseguir.

À noite: um excelente concerto no jardim da estrela, dos clássicos na rua (http://www.egeac.pt/)música clássica ao livre e grátis. Até o cãozito gostou. Porque ainda era cedo, fomos a um dos quiosques de Lisboa, ali na Praça das Flores. Excelente forma de acabar a noite, bem acompanhados e animados.


O domingo não podia ter sido melhor, terminou os amigos a jantar lá em casa e a descoberta dos Petit Gateaux do Pingo Doce.. que brilharete que se pode fazer!

Só 30 segundos no microondas, e o chocolate quentinho e derretido espalha-se no nosso prato!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Para todos os gostos, especialmente os nossos...



Mais um fim-de-semana em grande.

Muitos passeios e muito pouco descanso.

Cinema, jantares, copos e até concertos no jardim.

Para todos os gostos, especialmente os nossos.

Cinema no UCI, filme o Harry Potter.
Ideal para sábado à tarde. Leve, fiel ao livro, sensações como se fosse uma criança. Não desilude. Devoradora no Verão passado de todos os livros, só tive pena de não aparecer o Lord Ralph Fiennes.

Mais tarde, jantarada com os amigos no Stravaganza no Bairro Alto. Excelentes tortelinis e uma sangria um bocadinho alcóolica de mais. Mojito no bar Catacumbas. Excelente música e ambiente simples e descontraído.
Regresso a casa e converseta até ás 4 da manhã.
Domingo começou com muito sono. Almoço na casa da família (que bons pasteis de massa tenra...!) e depois um saltinho, acompanhados do cãozito, até ao Jardim da Estrela.
Música Jazz no Coreto, ambiente calmo e relax, de pés descalços, na relva. Encontros com um cão chamado Anibal e muitos muitos elogios ao cão mais giro do jardim: o James, claro!

Regresso a casa pelo lindo bairro de Campo de Ourique.

E chegados a casa, a lua cheia por cima do bairro da Graça, enorme, maior que o próprio Panteão, mas que a máquina não registou...

Fim de fim-de-semana: tentativa de ver um filme com a cara metade, mas o sono venceu ao fim de 45 minutos (até não foi mau...)
Nota: e não houve mesmo concerto no Torel!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Jardim do Torel - Clássicos na Rua?

fotografia de José I. Costa em olhares.aeiou.pt/miradouro_do_jardim_do_torel...

Descobri com surpresa que há um concerto marcado para o jardim do Torel, hoje ás 19 horas.

CLÁSSICOS NA RUA
Jardim do Torel - Rua Júlio de Andrade
Recital de Piano a 4 Mãos - Inês Mendes e Francisco Sassetti
4 Set: 19h
Recital de Acordeão - José Felipe Saglimbeni
5 Set: 19h

em:http://www.agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/A0001636.html?area=&tabela=&genero=&datas=&dia=&mes=&ano=&numero_resultados=&id=5ftgRPut#

Os meses de verão são ricos em festividades culturais e o ano passado apreciei muito os concertos no Jardim da Estrela. Este ano quero aproveitar o mês de Setembro para o mesmo.

A minha surpresa prende-se, não com os concerto em si, mas com o estado do jardim do Torel e da sua capacidade para receber concertos.

Passo lá quase todos os dias, na esperança de o ver aberto. Tem uma das melhores vistas da cidade, mas está quase escondido dos turistas e acaba por ser um miradouro privado dos moradores da zona. Fechado há quase um ano, promete uma remodelação de valer a pena. Dizem que com quiosque e esplanada.

Mas os meses passam e pouco vemos ser feito. A placa dizia que a obras terminariam em Março de 2009 e já vamos em Setembro. Tenho saudades de ver a colina do Bairro Alto e do Chiado, os Restauradores e o rio lá ao fundo...

O concerto será hoje às 19 horas. Espero ansiosamente que seja verdade e lá estarei, à porta, mas preparada para uma desilusão.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Excelente sábado de Agosto


Um bom sábado de Agosto deve incluir praia, jantar e uma boa noitada.

Este assim foi. Praia da Adraga, para os lados de Colares. Bonita, pouca gente, bem cuidada. Único senão do dia: água gelada, tempo quente, ondas e mais ondas... mergulhos com água pela tornozelo. Ainda assim, saldo muito positivo: banhos de sol, sossegados e bem acompanhados.


Logo depois, e após o descanso obrigatório, jantar no restaurante 12 Mesas. Aberto só para nós. Tudo muito simpático, em especial os donos, e descontraído, muita sangria e muitas gargalhadas. Tarde de maracujá de comer e chorar por mais...
Ali metido no bairro histórico de S. José, com preços simpáticos, ainda por cima se arranjarem que vos ofereça as bebidas (Obrigada, já agora....!!).

Localiza-se numa 2ª rua paralela à Avenida da Liberdade, por detrás do Teatro Tivoli (rua sem acesso a automóveis ) Rua Cardeal a São José, n.º 9 - Lisboa


Um bocadinho mais tarde, estadia prolongada na Bica, já esticada pela madrugada de Domingo, na rua inclinada, em frente um cafézinho com música africana, que se dava a ares e preços de bar.

Excelente companhia, excelente noite, muito calor e muitos amigos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Que nunca fiquemos assim!


Um verdadeiro filme de terror. Daqueles que desejamos, arduamente, que nunca nos aconteça nada semelhante... e, ainda assim, é muito possível...

O filme foi Revolutionary Road (já vai tarde, eu sei).

Filme fantástico, pela qualidade das interpretações, por ser muito realista e por ser muito bonito.

Ainda assim, é completamente negativo e pesado.

Não é o ideal para ver antes de ir para a cama, como foi o caso.

Dramatismos à parte, aproveitei para tirar algumas conclusões:
somos o que somos e, mais do que isso, os outros são como são. A vida é tramada e é muito dificil fugir-lhe.
E o pior são mesmo as espectativas que dela fazemos!

E pronto, é um filme que vale a pena ver com a cara metade (não foi o que aconteceu...) e repetir-lhe muitas vezes: que nunca fiquemos assim!
Que nunca fiquemos mesmo assim....


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Acordar cedo

(Rua da Fé - [s.d.] Foto Ferreira da Cunha (Casa da Comarca de Arganil) in AFML)

Acordar demasiado cedo custa... pelo menos, a mim custa-me sempre.

Ainda assim dá para fazer tudo mais devagar e, ainda assim, nos despacharmos mais rápido do que em dias em que é o despertador que nos tira dos sonos e sonhos.
Hoje foi um desses dias, ou dessas manhãs.

Tudo feito devagar e, ainda assim, com muito tempo de sobra para fazer o meu percurso diário para o trabalho com mais calma e mais tempo para ver tudo.
Como sempre, desci a Calçada do Moinho do Vento. O nome é bonito, a rua é normalíssima. O único problema é ser completamente a pique. Não convém ir de saltos e, ao contrário das regras, é mais seguro ir pela estrada.
Depois, por breves instantes, atravessei a Rua do Telhal e desci, depois, a Rua da Fé. Prestei a atenção às portas e fiquei curiosa com o seu significado. As casas são todas bonitas, mas metade está muito degradada. Rafael Bordalo Pinheiro nasceu nesta rua.
No fim da rua, e como ainda era cedo, entrei na tabacaria mesmo em frente e comprei a revista Time Out. Sobre Lisboa, claro.
Como ainda assim não era tarde, atravessei mais uma vez a rua, para o outro lado, e comprei duas maçãs (portuguesas) a 0,9 €. Confesso que o preço me surpreendeu. Retirei a moeda de 1€ que tinha posto em cima do balcão e paguei as duas mação com 3 moedas pretas!
Andei mais uns minutos, passei por uma loja chamada, a Idade do Armário e esperei só mais dois minutos pelo meu autocarro.
Sentada, folheei as páginas da minha revista, passando pela Av. da Liberdade e Fontes Pereira de Melo, enquanto duas senhoras de sotaque carregado, contavam a árdua vida de quem trabalhava das 9 da noite ás 9 da manhã.
E passados apenas 30 minutos, desde que saí de casa, estava sentada na minha mesa no trabalho.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Noite de sábado á tangente


Noite de sábado que esteve quase para correr menos bem. Safámo-nos mesmo á conta!

Começámos num jantar muito bom. restaurante Luca na Rua de Sta. Marta.

Tudo excelente, menos o chá gelado que tinha qualquer coisa muito estranha... a massa era fresca, os ingredientes também, tudo estiloso e a ementa a condizer.

A companhia era das melhores e nada estragou o bom ambiente.

Ainda animados, decidimos ser cosmopolitas e descobrir um dos novos locais fashion de Lisboa:

Sky bar no Hotel Tivoli. As expectativas eram altas e por isso a (minha) desilusão.

Não havia lugar para sentar e só espreitámos as vistas, essas sim muito boas.
O ambiente era frio e algo impessoal, falta tornar tudo mais confortável. Saímos decididos a não esmorecer: rumo ao Kaffehaus no Chiado mas... estava mesmo a fechar.

Continuando, na onda dos bares de Hotel fomos para o Hotel do Bairro Alto e... estava a fechar.

Ainda teimosos fomos espreitar o bar a "Trave" no Bairro Alto. A ideia era sentar e continuar a conversa. Nada feito: muito barulho, nenhum lugar.

Decididos a regressar a casa, passámos na esplanada do Teatro S. Luís e... estava aberta!

Fim de noite (finalmente) salvo.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Altamente!


A primeira semana já custa a passar. De férias na ilha, de repente, já era sexta e aqui ainda vamos na quarta…

Para combater a depressão e o calor, fomos ao cinema.

Ver o UP – Altamente, que o Harry Potter era demasiado longo para o ânimo em baixo, após mais um dia muito comprido de trabalho.

De expectativas bem altas, por ser um filme da Pixar, preparámo-nos para ver o que diziam ser o melhor de todos.
Não desiludiu, mas não sei se é o melhor.
Gosto muito de todos até agora. É um filme para agradar a todos: pais e filhos, até avós. Não é um filme exclusivamente de bonecos.
Faz rir (muito) e dá até para derramar uma lagrimita (é verdade, desde o Pinóquio que não me sentia tão comovida num filme de desenhos animados...).
Saí de lá super animada, com o objectivo de levantar o ânimo mais que conseguido, especialmente com o Bulldog mauzão que tinha todos os tiques do nosso James.
A parte inicial é fabulosa, os efeitos especiais são espectaculares, e a história é tão gira que dá arrepios, tal como quando éramos crianças e acreditávamos num mundo imaginário.
Vale mesmo a pena, a 3D ou a 2D.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

regresso de férias


A caminho do trabalho, depois de 15 dias de férias, parece que toda a gente ainda está de férias.

A roupa, o ar descontraído e o bronze.

No que a mim me concerne, já choramingo com saudades do mar da Ilha do Farol.

A água começou muito fria e calma e acabou mais quente e com ondas.

Para quem não conhece o segredo algarvio (ainda sem gripes e afins), basta que vá até Olhão ou Faro e apanhe um barco para a ilha do farol.
Uma ilha pequenina (na prática é apenas uma ponta da Ilha da Culatra), onde se passam uns dias exclentes longe de tudo.

Não há carros, pode ir-se a pé para todo o lado e a praia é a perder de vista... e depois há o bar da praia. Onde se relaxa, vendo o mar, a ouvir a Rita Lee, a beber um granizado e a comer tremoços temperados com alho e coentros.

Uma excelente sugestão para férias, tão boa que já me pôs a nostalgia num nível demasiado alto para o primeiro dia de trabalho...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

o leitor e os hippies!


Que bela maneira de passar a derradeira quarta-feira de trabalho, antes das férias.

Entre o trabalho, que corre depressa com a urgência das férias, aproveitou-se as pausas para acabar um livro magnífico: O Leitor.

Sem ter visto o filme (a escolha foi consciente) demorei apenas 3 dias lê-lo. Em qualquer paragem de autocarro teci considerações e formei juízos sobre a Hanna. No fim não ficou qualquer amargo de boca. Agora só falta o filme.



Depois, á noite, apesar de um jantar que podia ter estragado o resto da noite (restaurante BeB em Cascais é para riscar da lista!), rumámos ao hipódromo de Cascais e fomos ver uma paixão de sempre: James Taylor.

Sim, é um daqueles... cuja música ouvi desde sempre (e acho que para sempre). Em viagens rumo a Tondela, em paixões de adolescente e agora, na vida adulta, a voz do James Taylor em "You´ve Got a friend", ainda me tira o folêgo.

Muita emoção. Algumas muito chochinhas, mas ainda assim muito bonitas.
Cantadas baixinho para não mostrar que se desafina.
O público era um bocadinho mais velho, perto da idade do próprio James, mas alguns gritaram como verdadeiras adolescentes (chegou a ouvir-se: James, I love you!)!

Durante todo o concerto, toda a gente a cantar e um encore em ritmo de soul, em que se gritou e dançou: "How good it is to be loved by you!" (que hoje ainda trauteio).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Lisboa – Maputo – Berlin

Uma terça feira soalheira, que se tornou muito mais fresca no fim do dia.
Sentadas nos jardins do goethe institut, estivemos assistir ao concerto "Lisboa – Maputo – Berlin".
Música do mundo que é mesmo de Lisboa, de Maputo e de Berlim.
Mistura harmoniosa de tudo. Com voz e sons exóticos bem combinados.
O ambiente muito bom, as pessoas animadas e a cantora (alemã com ar de brasileira,Céline Rudolp ) com uma voz muito muito bonita. Os passarinhos lá atrás a cantar e o pôr do sol nas colinas de Lisboa ao fundo.
Fiquei mesmo com vontade de dançar e de ir comprar o CD.
Mais informações em: nhttp://www.goethe.de/ins/pt/lis/ptindex.htm

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Salão de Chá Castella do Paulo


Esta é mais uma sugestão relativa a comida...

é o Salão de Chá Castella do Paulo, ali na rua da Alfândega, mesmo ao pé do malfadado metro do Terreiro do Paço (sempre com um cheirinho suspeito a maresia).

O espaço é pequeno, mas bem arranjado e olhar para o menu dá vontade de perder a cabeça.

Basta olhar para as montras, para os bolinhos coloridos (macaron: suspiros a lembrar petit gateaux) ou para as fatias de qualquer bolo todas muito bem decoradas...

A comida é excelente, desde os crepes vietnamitas (0 meu preferido até agora), ao sushi, ou a pratos mais comuns.

A sopa miso não desilude.

Aberto só até ao fim da tarde, mas é óptimo para lanchar, almoçar ou estar-se um bocadinho aos sábados à tarde.

Só de pensar já fico com vontade de lá ir...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Nood


As férias meteram-se pelo meio de Junho e tudo o resto ficou em stand by.

Os passeios reduziram-se, as noitadas ficaram para outros dias.

Agora que se retoma a rotina mensal volta a vontade de sair, de passear e de cortar os dias de trabalho.

Esta sábado deixou-se o cãozito em casa e foi-se ao Nood. Restaurante no Chiado, que passa despercebido para quem passa do lado de fora. (http://www.nood.pt/)

Apesar do dia da semana, estava pouca gente.

O ambiente estava calmo como sempre e cor-de-rosa como sempre.

Decidi arriscar e comer um prato diferente: sugestão de Verão!

Que má ideia.... molho asiático não lida bem com picante e com tudo o resto muito frio... pelo menos na minha opinião!

Quem escolheu sushi ficou a ganhar. Muito bom, muito fresquinho. Que inveja...

O que me valeu foram as fantásticas Gyosas de galinha, para entrada. Sempre excelentes e quentinhas.

Pela primeira vez não gostei, mas não é hábito.


É uma excelente sugestão, restaurante com ar de bar, onde se está sempre muito muito bem.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sugestão para um sábado qualquer


Sugestão para um sábado qualquer:

1. Acordar bem cedo pela manhã (sei que custa), pegar nas toalhas, nos cremes e no cãozito e rumar à Costa da Caparica. Aguentar o calor, a fila e acabar por chegar à praia à hora em que já não se devia ir. Mas antes, virar à direita na entrada da Costa e ir para as praias de S. João. Pagar parque (máximo € 3), mas pôr o carro à sombra e perto da entrada da praia. Ter lugar para o chapelinho e ir chapinhar na água com o cãozito (antes do início da época balnear!).

2. Depois de mergulhos em água gelada, miminhos de cãozito molhado e salgado, chegar a casa e descansar 15 minutos.

3. Se o sol continuar (e a vontade se mantiver): almoço em Alfama: sardinhas de baixo de um ´sol ardente, que passa até a sombrinha, na Tininha de Alfama. Cervejinha gelada e umas sardinhas um bocadinho esturricadas.

4. Café no Pois Café, com direito a luta para ver quem come os caramelos que dão com a conta.

5. Pelo meio da tarde, rumo ao Parque das Nações, novo mergulho mas desta vez no Oceanário. Desconto de 10% com o cartão Lisboa Viva. Discussões sobre o peixe mais feio, sobre que peixe parecemos nós e tentativa e discussão sobre qual das lontras era a Amália ou o Eusébio (tinham as patas à frente).

6. Lá para as 7 chegar a casa e mimar o cãozito (que ainda estava completamente ko da praia).

7. Jantar qualquer coisa light e rumar ao FIMFA (festival de marionetas). Ver uma peça, em que era preciso saber mais francês do que se esperava, mas que ainda assim deu direito a muitas gargalhadas. (http://fimfalx.blogspot.com/)

8. Sair animados com a noite quente e ir petiscar sushi ao Estado Liquido. Muito bom, muito estiloso, não muito barato...

9. Um dia em cheio que terminou num passeio breve pelo campo mártires da pátria, com o cãozito mais simpático da vizinhança.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Pois café


Sábado era dia de corridas malucas de bicicleta por Alfama.

O dia ainda não se parecia minimamente com aquele que se viria a tornar, sem chuva torrencial e sem todo aquele frio.

Passando na Rua de S. Miguel e indo em direcção ao Terreiro do Paço, chegámos ao Pois Café. Um café austríaco, mesmo metido nas ruas de Alfama. Fala-se algum português, mas imperam outras linguas.

As comidas também são alternativas, misturando o básico com misturas diferentes (quem diria que maçã e doce de tomate ficavam tão bem com fiambre de peru?).

Sentados em qualquer mesa, que, de certeza, foi encontrada em casa de alguma avó (até da minha, conheço algumas daquelas cadeiras...), ou num sofá fofinho, podemos ler revistas, ler livros ou simplesmente obervar os quadros ou as pessoas que por lá entram.
O espaço é muito giro, misturando o antigo como novo, num ambiente confortável.

Nos filmes há sempre lugares assim, cosmopolitas, algo intelectuais, onde os encontros estão repletos de intenção. No Pois Café podemos aderir a essa moda, escrever na moleskine, até pintar, ou simplesmente descansar num ambiente diferente.

No que a mim me diz respeito, acho o Pois Café um lugar bem decorado, sossegado, num bairro muito giro. A comida não é má, mas podia ser mais barata...

É um bom local para passar a tarde, com ou sem aspirações intelectuais.
Pois...

aqui fica o site: http://www.poiscafe.com/

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mais do mesmo...

Mais do mesmo.
Num dia de primavera em que o bom ânimo impera aqui fica uma boa sugestão de música.
A letra é simples e bonita, a banda a melhor, a voz é a do Eddie Vedder.
Para ver aqui fica http://www.youtube.com/watch?v=6S1Rh0MQSdA&feature=related e para acompanhar, ao mesmo tempo que o Eddie, aqui fica a letra:
I have not been home since you left long ago
I'm thumbing my way back to heaven
Counting steps, walking backwards on the road
I'm counting my way back to heaven
I can't be free with what's locked inside of me
If there was a key, you took it in your hand
There's no wrong or right, but I'm sure there's good and bad
The questions linger overhead
No matter how cold the winter, there's a springtime ahead
I'm thumbing my way back to heaven´
Iwish that I could hold you
I wish that I had
Thinking 'bout heaven
I let go of a rope, thinking that's what held me back
And in time I've realized, it's now wrapped around my neck
I can't see what's next, from this lonely overpass
Hang my head and count my steps, as another car goes past
All the rusted signs we ignore throughout our lives
Choosing the shiny ones instead
I turned my back, now there's no turning back
No matter how cold the winter, there's a springtime ahead
I smile, but who am I kidding?
I'm just walking the miles, every once in a while I
'll get a ride
I'm thumbing my way back to heaven
Thumbing my way back to heaven
I'm thumbing my way back to heaven...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Kuta bar


Mesmo de raspão, mesmo ali num saltinho, fomos dar um beijinho de parabéns a uma amiga ali no Kuta Bar.

Deixámos o carro ao pé do museu do fado, entrámos por uma ruela de Alfama e ainda ouvimos umas notas de um fadito.

Chegados ao Kuta bar, esperava-nos um porteiro de ar imponente. Lá dentro:o oposto.

Budas, sofás, almofadas e um ecrã com imagens psicadélicas.

Provei o mojito sem alcool. Cheio de pepino e hortelã. € 5.

Sentei-me nas almofadas fashion e cobicei os pratos da mesa ao lado.

Correu tão bem, que este fim-de-semana vou voltar.

Jantarada com os amigos e, quem sabe, ainda regresso para o brunch, com massagem Shiatsu!

Para matar a curiosidade aqui fica o site.


Tudo corresponde ao real.

Uma boa sugestão para o resto de 2009, uma alternativa (não barata), mas aberta até, pelo menos, às duas das manhã.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Livros


Dias complicados passam devagar e, às vezes, muito depressa. Estamos numas semanas assim.


Os poucos momentos que não são de stress são passados em passeios, mais ou menos demorados, a comer gulodices, a mimar quem merece ser mimado, ou a ler um livro.


Ser leitora é o meu dia a dia, e se intervalo as leituras jurídicas com outras coisas, tento que sejam o mais relaxantes possível.


Não tenho ambições de ser muito culta, muito erudita, mas não há semana do ano (salvas raras excepções) em que não ande com um livro dentro da mala, que depois passa para a mesa da sala, para a mesinha de cabeceira e regressa, depois, à mala.


É ver-me no metro, enfiada no meio de dezenas de pessoas, a ler em pé, enquanto ando e mesmo quando as portas estão a fechar. Desde há uns meses para cá, descubro que não sou a única. Há mais que sobem as escadas de livro aberto, arriscando quase a vida no meio do tumulto, para ler mais umas linhas.


Na interminável espera pelo autocarro 767 (com sorte 10 minutos) e na viagem acelerada pelas ruas esburacadas, leio as linhas do meu livro do dia. Combato os enjoos que ganho na Gomes Freire (com mais buracos que as outras) e só não leio pelo jardim do campo dos mártires porque tenho medo dos gansos (as histórias falam em dentadas!).


Neste momento espera-me a banda desenhada "Watchmen" (sim, o do filme) e ando a ler um policial da Editora Gótica.


O mês de Abril foi passado com a Val Mcdermid minha escritora policial de eleição.


Vendendo um bocadinho o "peixe" dela: são livros emocionantes, muito bem escritos, interessantes e com pesquisa que dá à história toda a veracidade. Sou fã do Dr. Tony Hill, um psicólogo criminal, que tem o seu quê de James Bond.


Recomendo vivamente. São livros bons, não simples, com histórias que extravasam o crime e que apelam às relações familiares, aos amores e desamores e ao dia a dia de cada pessoa.


Lê-los em inglês é ainda melhor, (mais barato e tudo) basta ir á Amazon e levam-nos a casa!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

25 de abril, 35 anos depois


O 25 de Abril sempre teve para mim uma conotação quase familiar.
Sempre foi marcado por histórias, músicas, filmes, fotografias e passeios.
Sempre houve orgulho demonstrado por aquele dia e histórias para contar.
Não tive hipótese, dizem. Desde cedo fui para a manif com os meus pais. Sempre me habituei a conhecer a cara dos capitães e saber os seus feitos. A madrugada, o largo do Carmo, a Grândola Vila Morena.
Após alguns anos de interregno, decidi voltar a descer a Avenida da Liberdade, acompanhada dos pais, do mano e da cunhada. Juntaram-se, depois, os primos e a amiga que não podia faltar. Os capitães já eram poucos e agora os líderes dos partidos de esquerda já vão na frente… feitos heróis de há 35 anos.
Muita música, muitos cravos e muitas palavras de ordem. O 25 de Abril tornou-se uma manifestação para dizer mal do Governo, tornou-se um dia em que a liberdade se traduz em campanha política. A liberdade também permite isso …
Ainda assim vale a pena ir, ver as cores da liberdade, cantar o Grândola e depois ir à Trindade beber uma cervejita. E depois, a caminho de casa, passar no largo do Carmo e imaginar que naquele dia, há 35 anos, todas as pessoas de Lisboa ali acorreram na crença de um país melhor.

sexta-feira, 17 de abril de 2009


Este espaço sempre foi de sugestão, de opinião sobre passeios, músicas, livros entre outras coisas mais ou menos culturais.

O post de hoje é algo diferente...

Desde que o James vai à rua , tenho convivido mais de perto com a fauna e a flora do Campo Mártires da Pátria.

Tenho conhecido os cães dos vizinhos, os próprios vizinhos e tido um contacto directo com as expressões mais caricatas dirigidas ao meu animal de (muita) estimação.

Hoje faz uma semana que esta aventura diária começou, mas já aqui posso deixar algumas das palavras mais originais que temos ouvido, aqui ficam:

- É um box? (ele é compacto, mas ainda assim...)

-Ele podia ter tido muito azar e ter uns donos que o tratassem mal, podia ser mal tratado, mas vocês não, vê-se... (ai é??)

- Neném, vai passear... (e o senhor não era brasileiro!)

- Ontem fui atacado por um cão desses (face à explicação que era um bulldog)... ah, pois, então não. Esse vê-se que é dos bons... (haviam de o ver com as pantufas!)

- Zapa, não é uma menina, é um bebé, sai de cima dele! (credo... o James trepou logo por mim acima);

- É um pitbull? (quase)

- Ele pode acasalar com a bulldog francesa, chamada Alice! (coitada....)

- Quanto é que vos custou? (que lata!)

- Queres ser amigo do meu cão, John? (estou ver que a onda british pegou...)

Para não ser muito diferente da temática geral: aqui fica uma sugestão de passeio pelo Campo Mártires (deve ter que ser mesmo lá!), com o seu animal de companhia.

Promete-se originaliade e muita animação.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Museu do Oriente - Yoga


Depois de uns dias de verão a meio de Março, nada como um Abril águas mil para desanimar os mais optimistas...
Os dias passam mais devagar e só a expectativa do fim-de-semana anima.

Este fim-de-semana vai repetir-se a experiência de há duas semanas: Yoga no museu do Oriente.

Por apenas € 5, estamos uma hora, em pleno museu, a fazer as respirações básicas (?) do yoga. Com vista para o rio Tejo, com a ponte ao fundo. Só o barulho dos carros na ponte e a voz da professora nos distraem.
A sala é grande, com janelas enormes, só ocupada por tapetes e almofadas.
O único senão é ser às 10 horas da manhã (ainda que a professora se tenha atrasado cerca de 30 minutos!). Não convém ter abusado muito dos copos na sexta anterior e aconselha-se ir de café tomado. Tudo se passa muito devagar e os inexperientes (como eu) podem passar alguns minutos a lutar com o sono.

Este fim-de-semana já reuni as primas, as amigas e a cunhadinha. Tudo em prol do exercício. Vamos lá ver se com tantas amigas me conseguirei concentrar.
Os meninos também são bem vindos!

sexta-feira, 27 de março de 2009

John Taylor Trio na CULTURGEST


Sendo eu uma pessoa que não consegue fazer um desenho que se pareça, minimamente, com a realidade e que não consegue tocar nenhum instrumento, é para mim fascinante ver como em quatro traços se desenha uma paisagem ou como, com as mãos a tocar numa bateria, num piano ou num contra baixo saem sons como os que ontem ouvi.

Sugestão do meu pai, depois de um dia cansativo, lá fomos os dois para a Culturgest.
John Taylor Trio.
Os menores de 30 anos pagam apenas € 5 e há que aproveitar a benesse antes que o tempo passe demasiado rápido.
O músico, pianista, era John Taylor. Muito bom, muito reputado e famoso (daí ser o seu trio!). Participação em mais de 80 discos (como é que há tempo??). O nome justificou a casa cheia.
O saldo foi positivo. Muito bom. Mas os meus ouvidos incultos para jazz acusaram alguns tons menos harmónicos. Assim que passavam do suave, do equilibrado e avançavam para o lado mais free (é suposto dizer-se assim…), eu achava que se tinham distraído e começado os 3 a tocar para si próprios. Que inculta…
Ainda assim, analisando cada um individualmente:o baterista Martin France pareceu-me muito bom. Acho fascinante que apenas com 2 mãos e 2 pés tenha conseguido fazer ao mesmo tempo tantos sons diferentes.
O pianista, o John Taylor era o artista por excelência. Entretive-me a olhar para os pés dele e para a sua expressão corporal enquanto tocava e enquanto os companheiros tocavam. O músico por excelência.
Mas o meu preferido foi o baixista. Volto a dizer, sem qualquer conhecimento na matéria. Não sei explicar o efeito que o baixo tem em mim. Seja que concerto for, se houver baixo ou contra baixo e fico a olhar para lá. Impressionada com o instrumento, com o som que sai, com a facilidade com que o tocam. O senhor Palle Danielsson não foi excepção. Sueco de ar simpático, teve a minha atenção a maior parte do tempo.

Já meio ensonada, mas animada, a cereja no topo do bolo foi encontrar aos primos á saída do concerto.
E lá estava também o primo músico, sempre bem disposto. O qual, daqui a não muito tempo, hei-de ver no palco e apreciar (e muito) com um bocadinho mais de conhecimento!

terça-feira, 24 de março de 2009

Para quem quiser e merecer


O meu gosto musical não é muito eclético.
Tenho o amor de sempre, as paixonites sazonais, os bons amigos para as ocasiões e os ódios de estimação. Até tenho os amores à primeira vista, em que fico caída por uma só música, a única daquele banda, e em que não gosto de mais nada.
Esta paixão é recente mas sua música é muito antiga. Chama-se Bob Dylan.
Sim, é tarde para despertar para estas músicas, eu sei… mas mais vale tarde do que nunca.
No meu ipod há, neste momento, 718 músicas, todas escolhidas por mim, todas por mim muito apreciadas, mas neste momento (ou será só hoje?) nenhuma me cai tão bem no ouvido como as do Sr. Dylan.
Não sei se estarei com a minha veia hippie mais arreganhada, se estou num clima em que me apetece ouvir musica assim… sei que num dia em que a M80 (rádio que até podia ter a sua piada, não fosse 90% das músicas ser do mais parolo que há!) é a banda sonora da minha sala de trabalho, só o ipod, a tocar bem mais alto do que devia, me traz algum ânimo.
O Sr. Bob é em parte responsável por isso. Acho que até escreveu músicas para mim. (Mesmo que eu não tivesse nascido ainda…)
Gosto muito muito de todas (só as que aqui tenho, porque há umas verdadeiramente assustadoras), mas elejo como música do dia a Like A Rolling Stone, lançada em 1965 (16 anos antes do meu nascimento, portanto) e que é sobre alguém que não se tornou bem naquilo que pensava….
Aqui ficam as sábias palavras do senhor, dirigidas a quem quiser… (e merecer!)
How does it feel

How does it feel

To be on your own

With no direction home

Like a complete unknown

Like a rolling stone?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Gran Torino


Mais um domingo de Março e a família toda decidiu ir ao cinema.
Todos juntos já somos muitos.
Ida ao UCI, porque não se paga parque aos Domingos e porque tenho desconto com o cartão.

O filme foi o Gran Torino de, e com, o Clint Eastwood.
Não desiludiu. Pelo menos a mim nunca desilude… é verdade.

Filme simples, sem margem para muita discussão. É como é. Por isso gostei tanto.
O tema principal é polémico, mas já muito comum.
E o Clint, regressado aos velhos tempos, de homem duro, sofrido e antipático. Rosna o filme todo, mas é capaz, nos momentos certos, das atitudes mais bonitas.
A mim fez-me pensar, principalmente, na velhice, na solidão. Mais que no racismo. Fez-me pensar que somos o que somos e que, dificilmente, mudamos.
A minha interpretação é que, no fundo a personagem, o Walt, não se suavizou, manteve-se igual a si mesmo. Sempre foi assim e a velhice acentua isso mesmo. No fim, foi fiel a si mesmo.
Volto a dizer, gostei mesmo muito.
Gostei de chorar em conjunto com a família. De sair e ter a discussão normal com todos eles. De ouvir cinco diferentes leituras.
Gostei, também, de chegar a casa e ter o James a dar ao rabo e encostar-se às minhas pernas, tipo gato, a pedir festas. E assim, sem mais, qualquer vestígio de melancolia deixado pelo filme se desvaneceu.
Não se desvaneceram as saudades das pessoas que a aquele filme me trouxe.
As saudades dos velhos rabugentos, conservadores, que também rosnavam com a vida.
Os velhos, que entre rosnadelas, eram capazes dos mais pequenos gestos que bastavam para animar o meu dia.

sexta-feira, 13 de março de 2009


Viver no Campo dos Mártires da Pátria não tem nada de martirizante (piada fácil!), antes pelo contrário.


Viver ali significa acordar com os galos a cantar (bem cedo, é certo), ter sol, o dia todo, em qualquer divisão da casa e ter vista para um jardim cheio de árvores.


Significa que se está no centro da cidade mas, ainda assim, se cumprimenta o sr. da loja das chaves, a senhora do café (que agradece sempre com um belo: obrigadinhos) e que já se foi a casa de todos os vizinhos.

Pode sair-se de casa a pé, andar no elevador do Lavra (infelizmente agora parado), beber café na esplanada da Xuventude da Galicia ou, simplesmente, deixar-se estar no jardim do Torel e ter uma das melhores vistas sobre a cidade de Lisboa, sem ouvir sequer o barulho de carros.

Pode passear-se a pé pela freguesia da Pena e de S. José, constatar, com pena, que 50 % das casas está abandonada e, ainda assim apreciar, com gosto, as casas recuperadas.

Viver no Campo dos Mártires da Pátria é ter todas as comodidades da cidade de Lisboa a par de algumas regalias do campo. Observar com curiosidade as senhoras que rezam fervorosamente ao Dr. Sousa Martins e lhe põem velas e flores. Ver os cinco gansos do lago sempre juntos e o pavão, que já recuperou as penas da Primavera, fazer danças para quem quiser ver. Descobrir, sempre no mesmo canto do jardim, os velhotes que jogam às cartas e discutem os resultados da jornada. Em breve virão os patinhos e os pintainhos, que passeiam alegremente pelo jardim, atrás das mães e que fazem as delícias de todos os transeuntes (especialmente eu!).

Os únicos mártires daquele campo são as dezenas pessoas que todas as semanas se sentam e deitam nos bancos do jardim. Tristes, doentes, velhas. Olham para nós, mas não nos vêem. Só elas me lembram que estou mesmo no centro de uma grande cidade.

Ainda assim, comemoro os excelentes 365 dias que já se passaram desde que me mudei para o Campo Mártires da Pátria.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tondela.


Tondela não tem, na realidade, nada de especial e, ainda assim, tem, para esta Lisboeta, imenso encanto.
Terra perto da serra Caramulo, perto de Viseu, a que se chega com alívio depois da viagem atribulada pelo IP3.

Terra de boa comida, de tempo gelado no Inverno e muito quente no Verão.

Terra onde se pode ir a pé a quase a todo lado, onde se pode sair à noite à vontade e onde se pode voltar para casa, aos tropeções, às quatro da manhã, sem ninguém reparar e nem sequer nos ver.
Terra onde se conhece gente bem disposta, que nos leva pela serra acima, e que, com sabedoria, conduz a direito numa estrada cheia de curvas.

Para quem não conhece é capaz de não ser mais que uma terra qualquer, perdida nas Beiras, mas para mim é a terra da família, dos primos, dos tios e dos avós. Onde sempre se come o pequeno-almoço, o almoço, se lancha e janta, sempre em quantidades similares.
Onde se bebe Quinta de Cabriz ou groselha bem gelada.

Terra de pinhais, de matas e feiras à segunda-feira de manhã.
Terra onde sempre se pode assistir a muitos concertos, teatros e festas. E onde no verão se fica em casa a dormir a sesta.
Lugar de repouso, de sossego.

Tondela

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Lisboa tem um novo habitante

Lisboa tem um novo habitante!
Vindo directamente de Coimbra, instalou-se na cidade para ficar.

É pequenino e animado. Dorme 20 horas por dia e as restantes divide-as em asneiras, treinos para saber rosnar e em comer em tempo recorde. Já tem um amigo especial, chamado garfield, a quem dá umas dentadas carinhosas nos olhos e orelhas.

Chama-se James e vai ser um cão citadino e cosmopolita. Vai passear por Lisboa inteira, devagar, que não convém esforçar muito (nem ele quer!).

Os donos não têm dormido muito bem, porque o James quer companhia quando está acordado... mas não têm outro remédio porque é mesmo muito muito dificil resistir a estes olhitos:

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


Passada a efeméride do dia dos namorados, urge falar do amor.

Já aqui referi, muito de passagem, a adoração com que sigo a banda Pearl Jam.
Já lá vão 15 anos e, realmente, não esmorece.
A maravilha que foi o ipod só veio trazer mais proximidade e agora, a qualquer hora do dia, deleito-me com a voz do Eddie Vedder e o som da banda.
Gosto de quase todas as músicas. Das baladas, ao rock mais pesado.
Gosto que não falem só de amor, mas também daquilo que a banda pensa do mundo (em especial nas músicas Evolution e World Wide Suicide).
Mas a música que gosto mais, (e não sei bem porquê) é a muito antiga: Elderly woman behind the counter in a small town. Traduzido à letra: Mulher velha (idosa) atrás de um balcão numa pequena cidade.
Gosto porque é simples, a melodia é simples, mas podia ter sido escrita sobre qualquer um de nós (se calhar até sei porque gosto!). Sobre o facto de, na maior parte das vezes não mudarmos, não sairmos do mesmo lugar e, de repente, repararmos que o mundo mudou e nós não.
Parece uma análise muito simplista, até para mim. Mas é o que penso quando a ouço.
Fica aqui um excerto da letra, que espero que converta quem lê estas palavras a uma das melhores bandas do mundo! (porque não ser ambiciosa?!):

“Haunting, familiar, yet I can't seem to place it
Cannot find the candle of thought to light your name
Lifetimes are catching up with me
All these changes taking place,
I wish Id seen the place
But no ones ever taken me
Hearts and thoughts they fade, fade away...
I swear I recognize your breath
Memories like fingerprints are slowly raising
Me, you wouldn’t recall, forI’m not my former
Its hard when you’re stuck upon the shelf
I changed by not changing at all, small town predicts my fate
Perhaps that’s what no one wants to see
I just want to scream...hello...
My God its been so long, never dreamed you’d return
But now here you are, and here I am
Hearts and thoughts they fade...away...”

Mais em: https://www.pearljam.com

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Os Guardiães


Na passada sexta-feira, já com os olhos postos no fim-de-semana, fomos ao almoçar à Gulbenkian e passear depois pelos jardins.
É sempre uma boa solução para almoço. Não é caro (à volta de €6) e tem imensa variedade. Eu vou sempre para as saladas, acompanhadas de uma ou outra asneira, (peixinhos da horta, panados, empadas…), o meu querido vai sempre para as asneiras acompanhadas de uma (única e rara) salada.
O dia estava excelente e o jardim estava cheio de gente deitada na relva, a ler, a dormir e a namorar.


Aproveitei o resto da minha hora de almoço para me sentar no anfiteatro, ao sol, e retomar o que tem ocupado muitos dos meus minutos de lazer: mais um livro da trilogia Os Guardiães Do Dia, os Guardiães Da Noite e, já esta semana, Os Guardiães Do Crepúsculo.
Estes livros, emprestados por uma (igualmente) fã de livros negros, com vampiros e amigos, está deixar-me completamente viciada.
Podiam ser simples livros de fantasia, com um tema original, não fosse o pano de fundo de todas as histórias ser a discussão sobre o porquê de algumas pessoas serem boas e outras, simplesmente, más.
Os livros não tomam posições, e acabam por criticar as que pensam que são sempre boas, e disso se fazem, e humanizar as que se fazem de más. A luz e as trevas e a fronteira ténue que há sempre entre o bem e o mal.

A cada livro que passa, composto por três histórias cada um, mas sempre interligadas, vamos começando a gostar mais das personagens. Revemo-nos nas suas dúvidas, nos seus receios, nos amores e desamores. Acabo por ter pena dos que morrem (mesmo os maus) e já começo a andar pelas ruas de Lisboa a olhar com outros olhos para as pessoas, catalogando-as nas que, claramente, seriam das trevas e nas que seriam da luz.
O autor é russo (Serguei Lukianenko) e eu, que nunca tinha lido nada russo, estou a gostar muito da caracterização das personagens mas também dos lugares. O autor vai buscar momentos históricos e até fala sobre a Segunda Guerra Mundial e a Revolução Russa e o papel das referidas forças da luz e das trevas nesses momentos. Acaba por não tomar posição definida, o que nos deixa livres para entender simplesmente o que quisermos.


Aqui fica mais um bom hábito de 2009!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Que fim-de-semana!



Fim de semana soalheiro. Recheado com os meus programas preferidos.

Sexta: jantar no café Santa Cruz, muito bem acompanhados com dois dos mais queridos membros família. Depois um copo no bar do teatro Maria Matos. Música ao vivo, ambiente relaxado e muita conversa profunda. Ao chegar a casa, uma visita surpresa: quase ás três da manhã, os manos na rua e eu de pijama à janela... só faltou a serenata!

No Sábado: pela manhã corte de cabelo, um fantástico CD do Bob Dylan, para prenda de dia dos namorados (mesmo quem diz que não liga gosta das prendas!!) e almoço no Noobai no Adamastor. Sol na carinha, bruscketa com limonada. Da parte da tarde passeio pelas ruas de Alfama, com a minha alemã preferida, e lanche numa padaria típica do bairro. Ao jantar: sushi trazido para casa do restaurante Kaiseki em Telheiras e 20 minutos do filme "Letters from Iwo Jima", que o sofá, de tão confortável, não me deixou ver. As meninas a dormir e os meninos a aguentarem-se até ao fim! Ouvir dizer que é mesmo muito giro!

Hoje, depois de uma manhã no relax a acabar o meu livro do momento, rumámos a Oeiras onde nos deliciámos com um fantástico almoço com os amigos. A minha mousse estava fantástica (palavras deles, não minhas) e os meus mojitos estão aprovados! A sangria não desiludiu, nem o excelente bolo de dois chocolates. O café na praia, até ao pôr do sol, foi a cereja no topo do bolo. Amigos sempre animados e rir até doer a barriga!
Não poderia ter tido melhor fim-de-semana....

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Just Be


Sábado à noite, depois de uma viagem a Coimbra e de umas belas almôndegas para o jantar, rumámos ao bar Just Be, ali na Av. de Roma, mesmo ao lado do teatro Maria Matos e do Cinema King.
O bar é simpático, música baixinha e nunca tem demasiada gente. Abundam os tons vermelhos e pretos e muitas flores.
Agora é de consumo obrigatório e, portanto, tem que se fazer o esforço de beber um dos maravilhosos cocktails.

Os preços não são baratos (€ 6 o cocktail e €1,5 a cerveja), mas vale a pena beber qualquer um deles.
Já experimentei a caipirinha (mais barata €5, acho), que é muito boa.
O Red Mojito que é fantástico: vinho tinto com mojito.
Desta vez, fui para o clássico Mojito. O copo é grande e matou as saudades de Cuba.
Já agora aproveito para fazer a comparação: lá os copos são mais pequenos, normalmente tipo imperial, têm menos gelo, e não há lima, só hortelã. Ainda assim são doces e, na maior parte das vezes, leves. Cá puxam mais no rum e misturam a lima.
Em Cuba são mais baratos (€3), mas, ainda assim, mais caros do que se possa supor.
Os cubanos bebem-nos também, portanto, suponho que tenhamos pago o preço de turista.
Voltando ao Just Be e o seu mojito: não desilude, pelo contrário. É super doce e fresco. A lima fica sempre bem e a hortelã compõe.

Aqui fica, então, o primeiro post sobre álcool! Para alegria de muitos que, de certeza, disseram que seria um costume!! Seja feita a vossa vontade!
Já que tenho a fama que tenha o proveito!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para repensar as prioridades...


Saída da ginástica a correr, sem jantar, rumei directa ao Alvaláxia.
O objectivo era ver o Slumdog Millionaire.
Levava o cartão Millenium Gold e só pagámos um bilhete.
Preparada para roubar pipocas do parceiro, lá nos sentámos, os quatro, numa sala muito composta, nem parecia terça-feira. Desta vez os namorados também se juntaram (o filme não é só para meninas), mas ficámos as meninas de um lado e eles do outro.
Sobre o filme, bem… gostei muito mesmo. Não esperava gostar tanto.
Bem merece todas as nomeações aos Óscares. É mesmo o filme típico.
Daqueles clássicos à moda antiga, cheio de romance, emoção, drama e tudo e tudo.
Os actores são excelentes e os miúdos do início são lindos.
Desta vez não havia Brad Pitt, mas a minha amiga voltou a suspirar, mas com as crianças. Mais uma vez soltou um “Ai, tão querido!”, que deve ter sido ouvido na primeira fila. Ir com ela ao cinema inclui sempre efeitos sonoros extra.
O filme emociona, empolga, dá pena e torcemos pelo Jamal como se estivéssemos mesmo a ver O Quem Quer Ser Milionário.
A imagem que dá da Índia não é das melhores, mas não deixa de ser um retrato aproximado do que lá se deve passar, todos os dias.
Está tão bem filmado que, se nos deixarmos levar, quase sentimos os cheiros daquelas ruas.
Saí de lá reconfortada.
Depois de um dia de trabalho, deu para repensar prioridades.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Muito Bonito

Uma noite calma de sexta-feira, num Fevereiro ainda muito chuvoso.
Plano: jantar com o mano e beber duas (ou três) cervejitas no Bairro Alto.
Descemos a rua do eléctrico do Lavra, passámos na rua do Coliseu, no Rossio e subimos para o Chiado.

Começámos a noite no japonês da Calçada do Combro (não faço ideia do nome… é algures perto do Cine Paraíso..). Antes era de tapete, agora, como perceberam que dava prejuízo, escolhe-se por menu. Não é nada mau e não sai muito caro. A sopa miso é muito boa e o sushi fresco.

Como comemos rápido, seguimos para o poiso habitual de início de noite: A Mascote do Bairro ou o Esteves (para os amigos).

A cerveja é barata (€0,75) e se formos cedo escolhemos a mesa. A música sai de uma jukebox muito antiga e o som não é grande coisa. Nesta sexta-feira estávamos em onda de Xutos e Pontapés… podia ser pior.
A minha amiga fez uma pausa do estudo para o exame da Ordem, e juntou-se-nos em duas cervejitas e uns tremoços. O melhor marisco que se pode querer!

Já perto da meia-noite fomos para o Bedroom, onde nos aguardava uma festa de anos.
Pouco gente de início e, de repente, ficou cheio.
A música é, mais uma vez, dos anos 80, mas a selecção não é, nem de perto, tão boa como no Incógnito. A cerveja também não é tão barata (€2,5). Ainda dançámos uma musiquitas no meio de gente muito muito fashion.
Gostámos especialmente dos candeeiros, iguais aos de casa da minha avó, mas que com lâmpadas cor-de-laranja ficavam cheios de estilo.

Como no dia seguinte se adivinhava um dia em cheio, fomos as duas cedo para casa.
A viagem do táxi foi animadíssima, já que a senhora que ligou para a estação de rádio, decidiu partilhar que tinha tido casamento muito bonito, estava muito bonita, e todos estavam muito bonitos e tinha, afinal, casado aos 14 anos (daí a beleza!).

Cheguei a casa ainda desperta e ainda pensei arriscar e juntar-me a um campeonato de FIFA que se jogava na X-BOX … mas o campeonato já estava a meio, e o Benfica deviar estar a ganhar e não quiseram que eu deitasse tudo a perder! (já basta o Porto, deve ter pensado ele).
Fui-me deitar, mas o campeonato continuou.
Na manhã seguinte esqueci-me de perguntar… será que o Benfica ganhou?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Um bom amigo


Tenho o coração grande, dá para muitas paixonites!
Apresento mais uma.
Esta tem já longa data e é daquelas em que, passada a paixão avassaladora, ficámos bons amigos.
Nos maus momentos, nos bons momentos, basta-me ouvi-lo e sinto que "fala" para mim.
Falo do Damien Rice.
Conhecido pela faceta mais light na música “the blower's daughter”, que já ouvimos um pouco por lado, (até enjoar, eu sei) e numa versão brasileira que é de fugir ("não consigo parar de te olhar"…).
O rapaz sofre muito, é certo. E até aposto que foi trocado por alguém, porque é tema recorrente que a querida agora anda com outro… (nesta parte não me identifico!).
Apesar disso as músicas são enérgicas (não energéticas, que isso são as bebidas), lamechas q.b. e dão para os dias de sol, mas em especial para os de Inverno.
Há quem diga que ele desafina… mas eu gosto muito.
De manhã, no metro, a caminho do trabalho, não há melhor.

Fica aqui um excertozinho da minha preferida: Accidental babies
"I held you like a lover
happy hands
and your elbow in the appropriate place
and we ignored our others' happy plans
for that delicate look upon your face
our bodies moved and hardened
hurting parts of your garden
with no room for a pardon
in a place where no one knows what we have done (…)"

Se forem ao site: http://www.damienrice.com/home.html podem ouvir todas as músicas.
Façam dele é um bom hábito em 2009, vale a mesmo a pena.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Amor e as paixonites!


Tenho um grande amor. O grande amor.
Daqueles que não desaparecem nunca e só tendem a aumentar com o tempo.
Já lá vão 15 anos e, ainda assim, o meu sentimento não esmorece.
Tenho que admitir que, de vez em quando, sou dada a paixonites (uma pessoa não é de ferro!) e, se é certo que umas deixam marcas, as outras desaparecem e nem me lembro, nunca mais, delas...
Contudo, e sendo sempre fiel, nunca abandono o meu grande amor, e é, com uma adoração quase religiosa, que 50% das músicas do meu ipod são do meu grande amor.
Ah pois é...
Parou! Sosseguem-se os amigos!
Afinal isto não é uma mensagem para a cara metade!
Mas sim, sobre a minha banda preferida: os Pearl Jam!

Mas,
E sendo que estou numa fase de paixonite aguda, decidi limpar a alma e, à laia de confissão, decido partilhar a minha paixonite (do mês, do ano, quem sabe?).
Por enquanto é apenas um CD, os outros não conheço, mas já o ouvi, seguramente, 10 vezes na passada semana.
o rapaz chama-se John Frusciante e terá tido um passado pouco honroso... mas que interessa isso! Ainda assim fez um fantástico CD chamado Curtains, que me acompanhou neste mês de Janeiro chuvoso.
Para saber mais ver:
http://www.myspace.com/johnfrusciantemusic

Mais um bom hábito, sem dúvida!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Benjamin Button



Mais uma quarta-feira chuvosa, mais um dia do mês de Janeiro que não passa, e uma boa noite para se ir ao cinema com a amiga.
Lá fomos, nada contrariadas, diga-se.
Só as duas, que o filme era supostamente para gajas…
Sala meio vazia, lugar que dá para esticar as pernas e um calor um bocadinho exagerado.
Três horas de filme, com intervalo (mesmo na parte melhor!) e muito sentimento à mistura.
Chorei a lágrima da praxe no final, e tentei não sucumbir à gargalhada quando a minha amiga largou “isto sim é um homem”, assim que o bom do Benjamin (finalmente) rejuvenesceu.
Dada a choradeira na parte final, saí de lá um bocadinho menos animada do que tinha entrado, mas nada desiludida.
O filme é, basicamente, muito bonito.
Daqueles filmes cheios de imagens perfeitas, cheias de frases que ficam no ouvido. Mas é também muito triste.
Mais do que falar do amor, da paixão, fala da velhice. De uma velhice que acompanha alguém, desde que nasce até que...
Fiquei com uma sensação de amargo na boca (que nem o Brad Pitt com 18 anos me tirou), mas, ainda assim, satisfeita por ter passado a minha noite (chuvosa de Janeiro) a vê-lo.
Contas finais: vale mesmo muito a pena, para o menino e para a menina.
Sai-se de lá com vontade de viver muito até a velhice chegar.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Senhor Pedro ou Café Santa Cruz

Ali para os meus lados há um restaurante de que já há muito tinha ouvido falar.
Senhor Pedro para os habitués ou Café Santa Cruz para os novatos.

Antes tasca, agora restaurante, conjuga os antigos clientes (de todas as raças, hábitos, vícios e aptidões sexuais) com as pessoas que só querem ver a bola, beber e comer sem gastar muito dinheiro ou, simplesmente, deixar-se estar. Os pratos rondam os € 7, são bem servidos e bons. A mini € 0,75. As caipirinhas são fortes q.b. e as sobremesas são caseiras.

Passando pela entrada, bafejada pelo cheiro de vapores variados e povoado por pessoas de géneros alternativos, entramos na zona VIP (assim por mim baptizada, ainda que me pareça que não estou longe da realidade), decorada em tons de vermelho e com ecrans para todos os gostos futebolísticos.

O senhor que nos atende é simpático (até de mais acho) e pisca-nos muito o olho.
Saímos de lá satisfeitos e, a maior parte das, vezes já animaditos.
Dali podemos ir a pé para minha casa ou descer a rua, andar só 15 minutos e estamos em pleno Rossio.

Aqui fica, mais um hábito (bom e barato) para manter em 2009.

Incógnito

Numa noite chuvosa de Janeiro que prometia apenas mais um jantar calmo com a amiga, acabámos no Incógnito. Discoteca lisboeta, porventura renascida com o Bairro Alto a fechar às duas da manhã.
Muitos anos depois, esta é a segunda vez que lá vou desde o início do ano.
A música é boa, a bebida não é cara e o porteiro (que parece um dos três mosqueteiros) não nos olha de alto a baixo antes de nos deixar entrar. Sorri-nos e manda-nos esperar com paciência.
Uma vez lá dentro, somos bombardeados pelo calor e pela imensidão de gente para um espaço tão pequeno. Ecoa música dos anos 80 (antes pirosa agora na moda).
Dá para dançar, para ouvir boa música (até The Doors) e sair de lá com um sentimento que há muito já não se sentia. Uma dor (boa) nas pernas de tanto dançar e a dor na garganta de ter tido conversas profundas aos berros.
É para se tornar um hábito em 2009!