domingo, 29 de julho de 2012

Longing to Belong

A data: 3 de Agosto.
Os planos: lisboeta na Zambujeira do Mar ou lisboeta em Barcelona.
A escolha: lisboeta em Barcelona!
Depois dos atrasos, da espera, da comitiva carinhosa que me acompanhou no check-in, finalmente o autocarro que me levou ao avião. No exacto momento em que arrancou, a minha revista explicava o que vinha um Eddie Vedder fazer à Zambujeira do Mar, nesse mesmo momento o meu ipod reproduzia o mesmo Eddie Vedder a cantar "longing to belong".
Turistas de Lisboa para Barcelona, turistas de regresso a casa e uma lisboeta, já não turista, que não vai à Zambujeira, que não vai ver o Eddie Vedder, mas vai para casa?!


domingo, 22 de julho de 2012

Sol em Lisboa

Até breve Lisboa.
Despeço-me ti nas filas de trânsito, no rio Tejo ao fundo, no cheiro a sardinha, nas pessoas calmas e no calor de Julho.
Até breve Lisboa, na semana que me sobra antes de deixares de ser a minha casa...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Trocitos de Barcelona?

E os fiapos de Lisboa têm que mudar de nome... ou não?
Podem ser fiapos de Lisboa em Barcelona? Fiapos de Barcelona? ("trocitos", "rincones"?)
Mas a lisboeta vai sair da sua cidade.
Vai comer bombas, beber cañas, passear nas ramblas, mergulhar no Mar Mediterrâneo e trocar o "obrigada" pelo "gracias" ou  pelo "merci" (em catalão!)!
Vai cheirar novos cheiros, ver novas cores, provar novos sabores, falar outra língua e dançar outras danças .
Não vai passear nas ruas silenciosas, quase desertas de Lisboa, mas vai andar depressa para se desviar nas ruas movimentadas de Barcelona.
E vai trocar o Lindy Hop no Ateneu por umas aulas numa das muitas escolas da capital da Catalunha.
Esta lisboeta não sabe como vai passar sem o pastel de natal, sem o Sr. Esteves no Bairro, sem os passeios azuis e brancos, sem isto tudo que é ser português e lisboeta.. 
Mas sabe que vai tentar e vai continuar a contar, algures neste mundo que é a internet, a excelente experiência que vai ser passar a ser uma lisboeta catalana!
Vale?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Vencer!

Eu gosto de futebol.
Sei o que é um fora de jogo, um contra ataque e sei se é fora ou canto.
Eu vejo futebol como uma menina: grito, berro, mando-os correr e digo muitos "ai" ou "oh pa!". 
Não me sento, grito golo (desafinada) e digo mal de um ou dois jogadores de quem não gosto!

E ontem foi o Portugal - República Checa.
Um arraial de bairro, ali na Pena, ali no Campo Mártires da Pátria.
Cervejas, chouriço, gritos e asneiras, bifanas, farturas, mais gritos e asneiras, música pimba, música brasileira, gritos e imensas asneiras e, no fim, saltos e abraços!
E todos ficámos felizes como se ganhar um jogo de futebol fosse a promessa de um futuro melhor!
E toda a Lisboa se levantou do sofá, largou a lamuria e foi gritar para a rua.
O português é contido, é sério, mas no futebol revela-se! Encara os obstáculos, atira-se, perde a cabeça e desconcentra-se, depois respira fundo e avança... e no fim acaba por vencer!
Espero continuemos assim, no futebol e em tudo! 


segunda-feira, 11 de junho de 2012

com um brilhozinho nos olhos!

E ontem era dia de Portugal e havia festas da cidade de Lisboa.
O Sérgio Godinho tocou e cantou no Terreiro do Paço.
Estava um bocadinho de frio para Junho e até chuviscou, mas nem senti.
O Terreiro do Paço estava cheio de gente e toda a gente cantou, mas nem ouvi.
Quando ele cantou "com um brilhozinho nos olhos" dei um salto em pé, e disse à minha companhia "esta é das minhas preferidas".
E é. 
É mesmo das minhas preferidas.
Cantei. Mal como canto sempre, com sentimento, como canto sempre (mas que compensa o desafinar, disseram-me em tempos!) Sei a letra toda de cor e soube-me a pouco, como me sabe sempre ouvir qualquer música que é minha. 


E depois ele continuou com outras e eu já não sabia as letras todas.
E de repente, começou a cantar que hoje era o primeiro dia do resto da minha vida.
Esta não sabia toda de cor, e cantei mal, mas com sentimento, porque aquela até pode ter sido a noite do princípio do resto da minha vida e isso pôs-me com um brilhozinho nos olhos até chegar a casa!





segunda-feira, 4 de junho de 2012

Swing out (stress!)

Lisboa é stressada?
Eu sei que sou! Se é por ser lisboeta, se é por ser eu... não sei!

Este fim-de-semana libertei (por enquanto!) todo o stress em "rock steps", "swing outs", "triple steps" e mais uns "pass by" pelo meio...  não, não é nada estranho, são passos básicos de Lindy Hop!  

Lisboa recebeu o Atlantic Swing Workshop e nunca mais será a mesma! (http://lindyhoppt.blogspot.pt/)

Começámos na sexta-feira a "picnicar" no maravilhoso Jardim da Estrela com direito a uns passinhos de dança no Coreto e de repente não parámos mais... depois de comer qualquer coisa rápida (e para mais tarde recordar: comer pizza e ir dançar não é boa ideia!), uma festa no Teatro do Bairro (com os "The Green Rabbits"!). 
Aulas no sábado durante a tarde quase toda e nova festa na Comuna (nem houve energia para o jantar lá pelo meio!).
Domingo foi só acordar e logo mais aulas... e tudo acabou num fim de dia cansado, feliz, ainda que um pouco "inchado" 
É que isto de se ser "dançarina" tem o seu quê de violento.. a par de um cansaço que vai dos pés ao cabelo, tenho aqui um pé inchado que me recorda (dolorosamente) as carinhosas pisadelas dos restantes dançarinos! 
Bem.. mas quem dança por gosto não cansa... ou melhor, até cansa, mas não se queixa! (alto pelo menos!)
A prova é que hoje continuo a cantar "Why not take all of me??"


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um contra o outro!

E com a Lisboa como cenário cantam os "Deolinda":  
"Sai de casa e vem comigo para a rua"!  
Vamos? 




Anda, desliga o cabo,
que liga a vida, a esse jogo,
joga comigo, um jogo novo,
com duas vidas, um contra o outro.
Já não basta,
esta luta contra o tempo,
este tempo que perdemos,
a tentar vencer alguém.
Ao fim ao cabo,
o que é dado como um ganho,
vai-se a ver desperdiçamos,
sem nada dar a ninguém.
Anda, faz uma pausa,
encosta o carro,
sai da corrida,
larga essa guerra,
que a tua meta,
está deste lado,
da tua vida.
Muda de nível,
sai do estado invisível,
põe o modo compatível,
com a minha condição,
que a tua vida,
é real e repetida,
dá-te mais que o impossível,
se me deres a tua mão.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Anda, mostra o que vales,
tu nesse jogo,
vales tão pouco,
troca de vício,
por outro novo,
que o desafio,
é corpo a corpo.
Escolhe a arma,
a estratégia que não falhe,
o lado forte da batalha,
põe no máximo o poder.
Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada,
que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.