segunda-feira, 11 de junho de 2012

com um brilhozinho nos olhos!

E ontem era dia de Portugal e havia festas da cidade de Lisboa.
O Sérgio Godinho tocou e cantou no Terreiro do Paço.
Estava um bocadinho de frio para Junho e até chuviscou, mas nem senti.
O Terreiro do Paço estava cheio de gente e toda a gente cantou, mas nem ouvi.
Quando ele cantou "com um brilhozinho nos olhos" dei um salto em pé, e disse à minha companhia "esta é das minhas preferidas".
E é. 
É mesmo das minhas preferidas.
Cantei. Mal como canto sempre, com sentimento, como canto sempre (mas que compensa o desafinar, disseram-me em tempos!) Sei a letra toda de cor e soube-me a pouco, como me sabe sempre ouvir qualquer música que é minha. 


E depois ele continuou com outras e eu já não sabia as letras todas.
E de repente, começou a cantar que hoje era o primeiro dia do resto da minha vida.
Esta não sabia toda de cor, e cantei mal, mas com sentimento, porque aquela até pode ter sido a noite do princípio do resto da minha vida e isso pôs-me com um brilhozinho nos olhos até chegar a casa!





segunda-feira, 4 de junho de 2012

Swing out (stress!)

Lisboa é stressada?
Eu sei que sou! Se é por ser lisboeta, se é por ser eu... não sei!

Este fim-de-semana libertei (por enquanto!) todo o stress em "rock steps", "swing outs", "triple steps" e mais uns "pass by" pelo meio...  não, não é nada estranho, são passos básicos de Lindy Hop!  

Lisboa recebeu o Atlantic Swing Workshop e nunca mais será a mesma! (http://lindyhoppt.blogspot.pt/)

Começámos na sexta-feira a "picnicar" no maravilhoso Jardim da Estrela com direito a uns passinhos de dança no Coreto e de repente não parámos mais... depois de comer qualquer coisa rápida (e para mais tarde recordar: comer pizza e ir dançar não é boa ideia!), uma festa no Teatro do Bairro (com os "The Green Rabbits"!). 
Aulas no sábado durante a tarde quase toda e nova festa na Comuna (nem houve energia para o jantar lá pelo meio!).
Domingo foi só acordar e logo mais aulas... e tudo acabou num fim de dia cansado, feliz, ainda que um pouco "inchado" 
É que isto de se ser "dançarina" tem o seu quê de violento.. a par de um cansaço que vai dos pés ao cabelo, tenho aqui um pé inchado que me recorda (dolorosamente) as carinhosas pisadelas dos restantes dançarinos! 
Bem.. mas quem dança por gosto não cansa... ou melhor, até cansa, mas não se queixa! (alto pelo menos!)
A prova é que hoje continuo a cantar "Why not take all of me??"


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um contra o outro!

E com a Lisboa como cenário cantam os "Deolinda":  
"Sai de casa e vem comigo para a rua"!  
Vamos? 




Anda, desliga o cabo,
que liga a vida, a esse jogo,
joga comigo, um jogo novo,
com duas vidas, um contra o outro.
Já não basta,
esta luta contra o tempo,
este tempo que perdemos,
a tentar vencer alguém.
Ao fim ao cabo,
o que é dado como um ganho,
vai-se a ver desperdiçamos,
sem nada dar a ninguém.
Anda, faz uma pausa,
encosta o carro,
sai da corrida,
larga essa guerra,
que a tua meta,
está deste lado,
da tua vida.
Muda de nível,
sai do estado invisível,
põe o modo compatível,
com a minha condição,
que a tua vida,
é real e repetida,
dá-te mais que o impossível,
se me deres a tua mão.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Anda, mostra o que vales,
tu nesse jogo,
vales tão pouco,
troca de vício,
por outro novo,
que o desafio,
é corpo a corpo.
Escolhe a arma,
a estratégia que não falhe,
o lado forte da batalha,
põe no máximo o poder.
Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada,
que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Se eu me fosse embora desta Lisboa ia ter saudades deste sol que agora fica até ás 9 horas da noite.
Ia ter saudades dos passeios com pedras azuis escuras e brancas.
Ia ter saudades das noites, cheias de gente na rua, mas mesmo assim pouco barulhentas.
Ia ter saudades do rio Tejo lá ao fundo.
Ia ter saudades de poder ir a pé a quase todo lado e poder sempre beber um bom café .
Ia ter saudades das ruas inclinadas que custam a subir, mas levam sempre a algum lugar bonito.
Ia ter saudades que me tratem por "menina" e se despeçam com "obrigadinhos".
Ia ter imensas saudades das esplanadas, com as cervejas superbock acompanhadas com tremoços e amendoins!
Ia ter tantas saudades... se eu me fosse embora!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Eu subo e desço a rua da alegria, dizem "os Azeitonas".
É uma rua de um só sentido, mas sem direcção, mas, para mim, só tem sentido em contra-mão!
E eu subo e desço, sozinha, mas sei que vou em boa companhia!
Há muitas ruas destas aqui por Lisboa, é só procurar!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Eu gosto de escrever.
E gosto de Lisboa.
E gosto de passear, de ver, de ouvir, de comer, de beber, de dançar e gosto de contar tudo.
E gosto de saber que mais de 5000 pessoas já vieram ler os meus gostos!

.
Obrigada.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pela Lisboa com sol anda tudo a sorrir.
Os lisboetas estão felizes porque parou de chover e podem ir a pé para o trabalho, podem ir para as esplanadas. Já só ouço falar em caracóis, tremoços, sardinhas e cervejas!
E eu já só penso no mar gelado da costa da caparica e naquele cheiro a areia, creme e mar.
Nas tardes quentes em que regresso a casa para um banho frio e reparo que já tenho a marca do biquíni.
E já só penso em pôr os pés descalços na relva.
E já só penso em andar na rua até ás dez da noite e ainda ser de dia.
Em Lisboa com sol eu já ando a sorrir.