quinta-feira, 17 de maio de 2012

Eu gosto de escrever.
E gosto de Lisboa.
E gosto de passear, de ver, de ouvir, de comer, de beber, de dançar e gosto de contar tudo.
E gosto de saber que mais de 5000 pessoas já vieram ler os meus gostos!

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Obrigada.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pela Lisboa com sol anda tudo a sorrir.
Os lisboetas estão felizes porque parou de chover e podem ir a pé para o trabalho, podem ir para as esplanadas. Já só ouço falar em caracóis, tremoços, sardinhas e cervejas!
E eu já só penso no mar gelado da costa da caparica e naquele cheiro a areia, creme e mar.
Nas tardes quentes em que regresso a casa para um banho frio e reparo que já tenho a marca do biquíni.
E já só penso em pôr os pés descalços na relva.
E já só penso em andar na rua até ás dez da noite e ainda ser de dia.
Em Lisboa com sol eu já ando a sorrir.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Não há mortes certas.
Não há mortes boas.
Alguém que desaparece deixa sempre uma ausência que nem as boas lembranças consegue afastar.
Mas há mortes mais erradas, mais estúpidas... mortes que não fazem o sentido quase sempre impossível na morte.
A do Bernardo Sassetti é uma delas.



domingo, 6 de maio de 2012

Domingo em Lisboa.
Domingo com sol. Sol de Primavera que tardou em chegar.
Uma lisboeta sai de casa, com o ipod nos ouvidos.
Sai no metro da Baixa-Chiado e admira-se que lhe sorriam só porque sim. Sorri de volta, ligeiramente corada, e mantém o sorriso escada rolante a cima, quando quem lhe sorri vai já escada rolante abaixo.
Destino: Largo do Carmo. 
Um amplificador, música de outros tempos, alguns que querem simplesmente dançar.
E dançam.
A lisboeta esquece as muitas pessoas que ali ficam a vê-la e aos outros. Esquece e roda, gira e sorri cada vez mais.
Fim de tarde, o sol já está menos quente, vem terminar o Domingo a casa.
Espera o autocarro e alguém lhe sorri de novo. Não resiste, retribui.
E esse alguém, sempre de sorriso nos lábios, cola na paragem do autocarro uma oferta: 
"Love! 
Just take as much love as you need".
E por baixo, para levar para casa, papelinhos oferecem amor, a quantidade que se precisar.
Esta lisboeta não tira, nem leva, todo o amor que precisa. Deixa-o para os outros, que não tiveram direito a tantos sorrisos neste domingo de Primavera.
 
 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

No Primeiro de Maio em Lisboa houve manifestações.
Em Lisboa no Primeiro de Maio houve gente e mais gente no supermercado Pingo Doce.
E falou-se de crise, berrou-se, criticou-se e gastou-se tempo em tudo e nada!
Eu vi as filas à parta do Pingo Doce. 
Mas eu também vi as filas que desciam a Av. Almirante Reis.
Em Lisboa, gente e mais gente juntou-se por causa do estado do país. Multidões por causa da crise.
De um lado, uma multidão que quis comprar produtos mais baratos. De outro, uma multidão que pediu um país diferente. 
Em Lisboa juntaram-se e tentaram combater, ou esquecer, a falta que o futuro com sol lhes faz. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pelo sonho é que vamos,

Ontem fui ao "B.leza".
Estava a chover e eu tinha preguiça.
Mas o dia tinha corrido bem, mas a tarde tinha sido boa.
E fui ao "B.leza" ouvir o Norberto Lobo a tocar com o Carlos Bica.
E apesar da chuva, e apesar da preguiça, o tempo passou depressa.
E em frente havia a ponte 25 de Abril, havia o rio Tejo e a chuva.
O dia merecia terminar assim.

E ontem, antes do "B.leza", ainda não conhecia o poema do Sebastião da Gama, mas se conhecesse, haveria de o ouvir entre o contrabaixo e a viola.  

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos, não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um compasso de espera, um intervalo.
Passeios pela Lisboa e por outros destinos, ditaram umas férias deliberadas destas paragens em forma de blogue.
Terminada a viagem, regressa-se à Lisboa que é a casa.
Com projectos, passeios, concertos e deambulações por aqui e por ali, voltamos aos Fiapos, não esquecidos, apenas adormecidos!
Um adeus e um até já, com umas palavras do Mário de Sá Carneiro (no dia do aniversário da sua morte):

"Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto,
... É com saudades de mim."

Mário de Sá Carneiro ( 1890-1916)