quinta-feira, 3 de maio de 2012

No Primeiro de Maio em Lisboa houve manifestações.
Em Lisboa no Primeiro de Maio houve gente e mais gente no supermercado Pingo Doce.
E falou-se de crise, berrou-se, criticou-se e gastou-se tempo em tudo e nada!
Eu vi as filas à parta do Pingo Doce. 
Mas eu também vi as filas que desciam a Av. Almirante Reis.
Em Lisboa, gente e mais gente juntou-se por causa do estado do país. Multidões por causa da crise.
De um lado, uma multidão que quis comprar produtos mais baratos. De outro, uma multidão que pediu um país diferente. 
Em Lisboa juntaram-se e tentaram combater, ou esquecer, a falta que o futuro com sol lhes faz. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pelo sonho é que vamos,

Ontem fui ao "B.leza".
Estava a chover e eu tinha preguiça.
Mas o dia tinha corrido bem, mas a tarde tinha sido boa.
E fui ao "B.leza" ouvir o Norberto Lobo a tocar com o Carlos Bica.
E apesar da chuva, e apesar da preguiça, o tempo passou depressa.
E em frente havia a ponte 25 de Abril, havia o rio Tejo e a chuva.
O dia merecia terminar assim.

E ontem, antes do "B.leza", ainda não conhecia o poema do Sebastião da Gama, mas se conhecesse, haveria de o ouvir entre o contrabaixo e a viola.  

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos, não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um compasso de espera, um intervalo.
Passeios pela Lisboa e por outros destinos, ditaram umas férias deliberadas destas paragens em forma de blogue.
Terminada a viagem, regressa-se à Lisboa que é a casa.
Com projectos, passeios, concertos e deambulações por aqui e por ali, voltamos aos Fiapos, não esquecidos, apenas adormecidos!
Um adeus e um até já, com umas palavras do Mário de Sá Carneiro (no dia do aniversário da sua morte):

"Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto,
... É com saudades de mim."

Mário de Sá Carneiro ( 1890-1916)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Heaven, I'm in heaven!!



Na dúvida dançar.
No frio dançar.
No Inverno dançar.


Trocaram-se ritmos sul americanos por ritmos norte americanos e, espante-se, com evidentes melhorias!

Chegou o Lindy Hop para roubar notas ao Forró! E é ver lisboetas, sorrindo, cantando, e saltando ao som dos sons do antigamente.

E assim não há birra que nos aflija, não há frio que nos demova e mesmo em dia de greve lá vamos (quase) todos soltar as tensões de um dia feioso e frio!

No Ateneu (quintas das 9 ás 1o e meia) no Jardim da Estrela, em Telheiras, com muito "bounce", a lisboeta canta "heaven, I'm in heaven" até que as pernas lhe doam!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Outono com mergulhos e sardinhas!!






O Outono chegou (há muita resistência ao casaco e, por isso, passa-se muito frio e já se espirra...), mas para a despedida ainda se deu um mergulho numa água, que não se esperava quente, em pleno sudoeste alentejano!



Em pleno Outubro, mergulhou-se num mar tranquilo, deitou-se a toalha na areia e, entre penhascos de xisto, sentiu-se o sol quente nas costas. E foi o fim do Verão.


Quase perfeito (ou não fora o Outono que por lá espreitou, antes de finalmente aparecer!)




Temperado, moderado, mas muito animado.



Para a despedida em beleza, comeram-se as sardinhas já fora de época... Ah, bela Zambujeira do Mar, ah bela Alfama e as suas sardinhas ao almoço e ao jantar. (Gordinhas e pequeninas como a mulher portuguesa... )



Ainda antes do casaco (esta semana pede) vestiram-se vestidos, calções biquinis, e deambulou-se por todo este país, ao som das músicas mais bonitas (entre Bob Dylan e Camané!).



E agora só resta dar as boas vindas ao Outuno, às suas folhas vermelhas, ao cheiro a castanhas.. e ás sardinhas fora de época!!



Pois que seja...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

All you life...




Mais um dia de férias, mais uma Lisboa que amanhece.
Depois de calmamente se passar a manhã em descanso, depois de se almoçar no espaço Tim Tim, rumar, mesmo ali ao lado, a Sintra.

Subir e subir, depressa e mais depressa, e depois escolher Monserrat para descansar.
Tudo perfeito... desde ao jardim, ao excelente relvado, ao lago onde esperámos e chamámos sapos (e a quem prometemos beijos), ao passear naquele palácio estranho em que nos imaginámos a viver e organizámos festas futuras (e onde num livro de presenças deixámos uma mensagem sobre músicas que se irão compor...).

E depois rumar à Periquita. Travesseiros e pasteis. Tudo aprovadíssimo (a companhia é excelente boca!) e repetidíssimo!

E para terminar em beleza, depois de muitas peripécias, começar em Cascais e chegar a Lisboa pela Marginal. E aí tudo se compôs para nós: um luar cheio, enorme, que se reflectia no rio Tejo, e que nos fez ficar sem palavras por breves momentos.


E nunca antes a música que tocava ao fundo fez tanto sentido:
"All your life
You were only waiting for this moment to arise"



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pasteis, Alheira, sol e strip!




E Lisboa tem tanto para oferecer.


Depois da noite anterior ter sido acabada entre o Maria Caxuxa e a Av. Sacadura Cabral, a manhã seguinte começou (estranhamente) com muita energia: os pasteis de Belém eram ponto de paragem obrigatório. Especialmente agora que são uma das 7 maravilhas da gastronomia portuguesa.


Petisco provado e aprovado. Só a vergonha não nos deixou trazer mais 4 ou 5... ou 6!


E porque o estômago estava pouco reconfortado, rumar à Portugália. Ali mesmo em frente ao rio.


Quando se começa pela sobremesa, tudo o resto será um mero acrescento. Mas o bife não desilude, as batatas tão pouco e a cerveja ruiva ajuda tudo. Só os croquetes ficaram para a próxima..


Belém cheia de sol, Rio Tejo cheio de peixes (não se comem, porque se pescam?).


E depois rumar à bela Costa da Caparica!


Infelizmente, o mar estava gelado, a bandeira vermelha e os mergulhos ficaram por dar (apenas por dois dias).


À falta de mar, restou o sol, a areia, o deixar-se ficar a bronzear quase no Outono, ao som das ondas.



Cansados, 0 regresso a casa, para a bela Lisboa, sobre a ponte, a cidade que nos tira a respiração.


Depois do curto descanso, rumo à "Camponesa", ali perto do Adamastor e do Bairro Alto.


A maravilhosa alheira, o excelente vinho, os risos e as sugestões para o casal israelita para a noite lisboeta.


E depois de umas belas caipirinhas, umas cervejinhas (no nosso querido "Esteves") e depois de um belo pé de dança (Tacão Alto e sua música ao vivo), acabar no Viking.


Sem palavras para descrever a fauna e a flora, dançou-se até de madrugada.


As músicas dos 80's e dos 90's, decoradas em anos anteriores e agora feitas sensação.


E mais um dia de férias passado, mais uma nova Lisboa.. até ao dia seguinte!