terça-feira, 5 de julho de 2011

Forró bodó!




Sempre ouvi esta expressão "vai ser um forró bodó" associada a festa, a diversão!



Ontem ficou comprovado! O Forró está em Lisboa, animado, e para ficar!



No Casa de Lafões, aprende-se a dançar "sem medo de ser feliz" (diz-nos o professor, ao mesmo tempo que nos ensina a lidar com o parceiro de dança... "para ele não abusá de você!").



Duas horas de música agitada, com direito a alongamentos e muita, mas muita, reviravolta!



Hoje - e todas as terças-feiras - há "roda de choro", forró com música ao vivo, também por lá, e amanhã nova aula.



Para os mais cépticos na capacidade de ter par, desenganem-se: temos rapazes portugueses, brasileiros e outros que não se apurou a origem! Temos quase tantos rapazes como raparigas e tudo se passa com a maior das animações! Tudo tem paciência para a "falta de jeito" de algumas, e alguns, e dá direito a, com o passar dos minutos e muita persistência, se ir decorando os passos.



Está comprovado o que é mesmo um forró bodó!


E hoje há mais!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Camané - Ciúmes da Saudade




Fim do dia em beleza.


Depois de ginasticar, de um excelente jantar, rumar à Alameda D. Afonso Henriques para assistir ao fim das festas de Lisboa.


Confessa-se desde já que, apesar de lisboeta, o fado não é uma paixão, mas apenas o Camané!

Como não gostar daquele ar simples, não pretensioso, com que canta o fado?

De ar normal, com pouco esforço na voz, como se nos desse um simples bom dia, timidamente.


Falhou em apenas cantar umas meras quatro músicas e nem todas das preferidas (culpa da organização, claro!).


Arrancou alguns suspiros, mas trouxe memórias e foi ver-nos, cantando, lisboetas, de olho fechado e mão no bolso!!

Saldo final: encerramento das festas bem organizado, Camané com pouco tempo de antena, substituído pelo Carlos do Carmo (de quem não se gosta de todo) e que, com postura totalmente oposta, nos "ensinou": nunca se acompanha um fado com palmas, isso é para as marchas ou a música ligeira!! Pfff...

Aqui fica a letra da primeira música cantada pelo Camané, com palmas, por favor!!


Se não matas a saudade
Quando morres de vontade
De pôr à saudade fim
É talvez porque preferes
Ter da saudade o que queres
E não me pedes a mim

A saudade em que me deixas
É penhor das tuas queixas
Por não dizeres a verdade
Bastava que me pedisses
De cada vez que me visses
O que pedes à saudade

O que dás, se me não vês,
Não consigo que me dês
Por timidez ou vaidade
E a saudade que vais tendo
Com ela vives, morrendo
P'ra me matares de saudade

Talvez seja o que tu queres
E é por isso que preferes
A saudade em vez de mim
Morrendo os dois de saudade
Temos toda a eternidade
P'ra pôr à saudade fim

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Almoço no Jardim do Goethe





O Goethe Institut fica muito bem situado. Num dos locais da cidade que eu mais gosto, cheio de animais, de vida, de histórias dignas de filme: no Campo Mártires da Pátria, ao lado da embaixada alemã.



Hoje fez-se uma caminhada debaixo do sol de Verão: no total 1 hora para cá e para lá, para se ir matar saudades e, finalmente, aproveitar o jardim do Goethe.

A escolha (difícil) recaiu sobre mais um dos petiscos feitos pela nova (e excelente) gerência do bar: "Tabule" ou "Tabbouleh" (salada arábica, diz a Internet!), acompanhada de um sumo de frutos vermelhos e, para terminar, um bolinho de cenoura e chocolate.



A dificuldade foi mesmo a escolha.

Foi uma excelente opção, o jardim foi todo arranjado e já tem, até, redes que convidam ao descanso.


Não fosse dia de trabalho e tinha preparado o regresso, também em passo acelerado, com uma sesta numa rede verde, à sombra, com vista sobre a cidade de Lisboa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Acredito em milagres!



A imaginação e o tempo não são muitos, por isso aqui fica, apenas, o pensamento (e o som) do dia...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

chega de saudade!


Nas Beiras matam-se saudades... muitas saudades! Mas ganham-se outras...
Dorme-se, come-se, revê-se a família e a infância e sorri-se às histórias contadas tantas vezes!
Tondela, a minha infância que deixa saudades e deixará sempre, mesmo que regresse de tempos a tempos!
Um excelente fim-de-semana, em que o ipod, nas viagens de comboio, como antigamente, nos deixa músicas de outros tempos e, no regresso, já em breve a Lisboa, nos faz cantarolar:
"Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer..."

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Rua dos Correeiros




Lisboa é linda (como a Bica, repita-se) e hoje, por incrível que pareça fui a uma rua, em plena cidade, que nunca tinha ido: Rua dos Correeiros!



Escondida entre a da Prata e a Augusta, é turística quanto baste.



Oferecem-nos lugar para almoçar a cada minuto e vemos que muitos estrangeiros já se renderam. Tem um restaurante em cada porta, uma loja fechada em cada metro.



O restaurante "tipicamente português" tem empregados que não o falam, há chineses que comem caracóis e todos ouvem uma banda, em que, nem o aspecto, nem sequer a música, eram portuguesas.



A Baixa Lisboeta é assim, adoro ver estes aparentes contrassensos, esta mistura de mundos e contemplar aqueles prédios da Baixa. Cá em baixo, apetece-me subir àqueles prédios que devem ter vista de rio, subir as escadas de madeira, cheirar as muitas centenas de história. Dá-me vontade de comprar naquelas lojas, alguma coisa de que não preciso, mas que tanta gente já precisou.



Apetece-me pegar num pincel e pintar aqueles prédios, que aos turistas devem parecer "pitorescos" e a mim me parecem tristes. Cheios de pessoas antigas, muitas sozinhas, lojas onde ninguém já vai. Caras dignas de retratos, lojas do antigamente.



A rua dos Correeiros é apenas mais uma, digna de retrato, do antigamente.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Bica é linda!





Ié ié, a Bica é que é! Este podia ser o lema do fim-de-semana.

Tão cheio, tão agitado, que no Domingo pouco sobrou de energia!


Sexta jantar calmo, sangria deliciosa (com pepino!!) na esplanada do Torel e depois saltinho ao Lounge, para conversas e pouco mais.


Sábado: com o único objectivo de ir ao Chiado (quantas pessoas terão dito isso?) passou-se pelo pic-nic Tony Carreira!


A pé desde o Campo Pequeno, passou-se (por mero acaso, claro!) pela Av. da Liberdade e viu-se a fauna (muito variada, sempre colorida, com t-shirts alusivas) que foi ver os animais e as plantas "made in Portugal"!


Alguns kms depois, descanso das pernas na esplanada do Largo Camões e regresso a casa (a pé já só metade do caminho!).


Fim da tarde: já preparadas para tudo, voltar à Av. da Liberdade: ouvir três canções do Tony (quase derramar a lagrimita), vê-lo mesmo ali, dançar e fugir das câmaras!


A cantar a música do Tony, nova caminhada até Alfama (sardinhas algo secas, sangria com sabor a sumo) e, duas horas depois, rumo à Bica! A pé de novo, porque não?


Pelo caminho, nada mais nada menos que 5 arraiais! Todos diferentes, todos com direito a um pézinho de dança!


O primeiro tinha como tema, claramente, a aldeia (bigodes em meninos e meninas!).


O segundo: a cidade no seu melhor, com ritmo brasileiro (toda a gente tinha problemas nos dentes e muito brinco!).


O terceiro: ritmos africanos (kuduro ou kizomba!).


O quarto: internacional, com tons de tango (mas só de dançava no palco!).


Ponto de situação até ali: a subir de qualidade a descer de interesse!


Chegadas à Bica: numas escadas minúsculas, novo arraial e este tinha um pouco de tudo! Muita cantoria e alguma dança! O tema não se sabe, mas era bom e bonito!


Mas, heis se não quando, mais uns metros à frente, se encontrou o lugar perfeito! Mesmo o que se queria!


O sexto arraial: mesmo em frente a um clube do bairro, com a música perfeita de Santos Populares (desde pimba, a brasileira, passando pela portuguesas e a americana!) e um animador do alto da janela que ditava coreografias. Nada faltou! Dançou-se em comboio, não se recusou risos a estranhos e bebeu-se (alguma) cerveja.


Para finalmente descansar, sentar numas escadas, ao lado do eléctrico e apreciar as vistas!


Ver que se pode cortar o cabelo à 1 da manhã, que na Australia os cangurus matam mais que os tubarões e descrever a nossa cidade como a mais linda de todas!


E porque a noite era uma criança: dar uma chapada nos Santos Populares e acabar no Lux! Ver o terraço, gabar a maravilhosa cidade de Lisboa e treinar o inglês!


E assim se impõe, ainda hoje (48 horas depois) gritar: Ié Ié, a Bica é que é!