Depois de um dia passado entre o ioga e a praia de S. João (ligeiramente quente demais e que deu direito a um belo "escaldão"!), e após umas manobras fantásticas de mudar de condutora em plena fila de trânsito (será legal?), passaram-se as horas seguintes a ver os "Sacanas sem lei"!
Não sem antes, ainda na praia, tentar beber coca-cola com tremoços e ter que pedir como favor especial, porque - como toda a gente sabe - "tremoços só com cerveja!"... óbvio! Agradeceu-se o favor especial, que remédio!!
Já em casa: só mesmo um filme à Tarantino para vencer o cansaço, as costas queimadas e as pernas doridas dos mergulhos em água gelada! Só mesmo o Brad Pitt e a sua maravilhosa pronúncia italiana! E o Cristoph Waltz, o nazi mais nazi de todos os tempos e mesmo assim o mais espectacular de todos!? Quase nem fechei os olhos nas partes das tripas!
Excelente!
Dia seguinte, o fim-de-semana "continuou calmo", com a temperatura a descer um pouco (nada parecido com o dia de inverno que está hoje!) e depois de se matar umas saudades bem merecidas, foi-se ao Bairro Alto, vazio num dia de domingo (cometer contra-ordenações e conduzir em sentido contrário!!) e beber mojitos e caipirinhas! Comer pipocas e cantar (baixinho) músicas jazz... Acabar a jantar num italiano e ainda chegar a casa a tempo de deitar cedo e repôr o sono!
Que excelente fim-de-semana!
Para o próximo fim-de-semana espera-se continuar a "fugir à lei"!?
Ioga (no Museu do Oriente, logo às 1o e meia ), seguido de praia (na Costa da Caparica, S. João), eventualmente cinema (talvez no King: "Road to Nowhere"), dança no Domingo (Roda de Choro, no Clube Lusitano) e passeio na memory lane (noite de pipocas e filmes da adolescência)!
Enquanto se procura a versão brasileira da "pequena sereia", aqui fica uma musiquinha da melhor banda de sempre (no mínimo!) para animar esta tarde de um dia que se espera continue soalheiro e ameno.
E continuando a fomentar o "karaoke" por esses locais de trabalhos fora (agora é singstar, certo?), aqui fica a letra (sem alguns yeahs, admito!)!
Cá vai, para toda a gente cantar!
When something's dark, let me shed a little light on it
If something's cold, I want to put a little fire on it
If something's old, I want to put a little shine on it
If something's gone, I want to fight to get it back again
When something's broke, I want to put a little fixin' on it
If something's bored, I want to put a little exciting on it
When something's low, I want to put a little high on it
If something's lost, I want to fight to get it back again
When signals cross, I want to put a little straight on it
If there's no love, I want to try to love again
I'll say your prayers, I'll take your side
I'll find us a way to make light
I'll dig your grave, we'll dance and sing
What's saved could be one last lifetime
Yeah, yeah, yeah, yeah, fight to get it back again
Yeah, yeah, hey, yeah, yeah, fight to get it back again
Em tempos em que não se fala de nada mais, em que todos temos (não só o credo) mas a crise na boca, o que faz é animar a malta!
A tarde pede que cantemos, que não nos deixemos derreter no calor abrasador dos nossos trabalhos (e atalhos) ... que chutemos o mau humor que traz esta crise (sem a esquecer, é certo)!
Numa esplanada lisboeta, já se bebeu uma cervejinha (péssima para o ânimo, pois pede mais a sesta!), mas cantemos qual Zeca e seus nostálgicos: há que animar a malta, vá lá!!
Aqui fica a letra, para cantar estilo karaoke (e porque não, mesmo no meio dos colegas?!)
Sábado, nove de Abril de 2011. Castelo de S. Jorge. Noivos e a vista da cidade de Lisboa.
Subir devagar a encosta da colina, as escadas, entre pedras e pedrinhas com vários anos, séculos porventura. Desejar não cair, quase pedir uma mãozinha, para não rasgar as meias antes da festa…
E os saltos que teimam em não facilitar. O vestido que teima em descair. O risco que pode não acompanhar bem a pálpebra… respirar fundo e só querer um bocadinho de água no fim da subida!
A chegada. Os noivos. O casamento.
Entre fotografias e sorrisos, entre melancolia de tempos passados, celebrou-se o amor de longa da data, reviveu-se a amizada de longos anos, sobre a cidade de Lisboa, entre as muralhas.
Enquanto ao casal se liam os deveres e as expectativas, se desejavam os futuros mais promissores, uma lisboeta contemplava a beleza que era alguém casar na sua cidade, no castelo que a coroava.
E tantos anos depois (pareciam quase os mesmos das pedras da calçada), um amigo, que conheceu ainda no século passado, antes de passar a barreira dos vinte e dos trinta e, que, agora vê, sob um céu azul, a trocar alianças.
Sorri e controla a lágrima teimosa, que sempre jurou não derramar em casamentos.
Bate palmas no final e olha a calma do Tejo, a ponte sobre ele, a outra margem e a sua bela bela cidade.
Já em tempos passados aqui falei das minhas paixonites musicais e mais uma vez estou (re)apaixonada... é simples quando o sol brilha lá fora e quando é sexta feira!
Desta vez o sortudo chama-se João Gilberto... paixão antiga, redescoberta e ouvida e reouvida a tarde toda!
É um amor não "correspondido", mas sabe bem pensar que ele escreve para mim, me conhece e que pensamos de forma semelhante!
Neste fim de dia primaveril, em que a Lisboeta vai conhecer o Lx Factory, vai a trautear para casa que "tem um coração vagabundo" ...
Aqui fica a letra preferida do dia:
Meu coração não se cansaDe ter esperançaDe um dia ser tudo o que querMeu coração de criançaNão é só a lembrança De um vulto feliz de mulher Que passou por meus sonhos sem dizer adeus Sem dizer adeus E fez dos olhos meusUm chorar mais sem fim Meu coração vagabundo Quer guardar o mundo Em mim Meu coração vagabundo Quer guardar o mundo Em mim....
Para combater todos os amargos de boca deixados pelas anunciada chegada do FMI ao nosso país, decidimos ver o belo filme Breakfast at Tiffany's (Boneca de Luxo).
Se só a música já chegaria para animar, se só a beleza da Audrey Hepburn nos faria acreditar nas belezas simples e normais... todo o filme foi uma excelente surpresa!
Confesso que a cena final me deixou de lagriminha no canto do olho... não era suposto (atribuo-a à tristeza devido à crise e ao FMI, claro!!)!
Deitei-me a trautear "moon river..." e na manhã seguinte ainda a cantava...
" Moon River, wider than a mile,
I'm crossing you in style some day.
Oh, dream maker, you heart breaker,
wherever you're going
I'm going your way.
Two drifters off to see the world.
There's such a lot of world to see.
We're after the same rainbow's end
waiting 'round the bend, my huckleberry friend,
Moon River and me. "
Infelizmente nas palavras da personagem principal, este é um ano de muitos "mean reads"...
Bem... lá terei que ver o filme, cantar "Moon river"... ou simplesmente arranjar um gato a quem tenha nome para dar!
(E para quem não conhece a pérola, aqui fica a explicação:
Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?
Paul Varjak: Sure.
Holly Golightly: Well, when I get it the only thing that does any good is to jump in a cab and go to Tiffany's. Calms me down right away. The quietness and the proud look of it; nothing very bad could happen to you there. If I could find a real-life place that'd make me feel like Tiffany's, then - then I'd buy some furniture and give the cat a name! ")