quinta-feira, 14 de abril de 2011

ZECA SEMPRE O que faz falta teledisco



Em tempos em que não se fala de nada mais, em que todos temos (não só o credo) mas a crise na boca, o que faz é animar a malta!


A tarde pede que cantemos, que não nos deixemos derreter no calor abrasador dos nossos trabalhos (e atalhos) ... que chutemos o mau humor que traz esta crise (sem a esquecer, é certo)!


Numa esplanada lisboeta, já se bebeu uma cervejinha (péssima para o ânimo, pois pede mais a sesta!), mas cantemos qual Zeca e seus nostálgicos: há que animar a malta, vá lá!!


Aqui fica a letra, para cantar estilo karaoke (e porque não, mesmo no meio dos colegas?!)


Quando a corja topa da janela

O que faz falta

Quando o pão que comes sabe a merda

O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta

O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta

O que faz falta

Quando nunca a noite foi dormida

O que faz falta

Quando a raiva nunca foi vencida

O que faz falta

O que faz falta é animar a malta

O que faz falta

O que faz falta é acordar a malta

O que faz falta

Quando nunca a infância teve infância

O que faz falta

Quando sabes que vai haver dança

O que faz falta

O que faz falta é animar a malta

O que faz falta

O que faz falta é empurrar a malta

O que faz falta

Quando um cão te morde uma canela

O que faz falta

Quando a esquina há sempre uma cabeça

O que faz falta

O que faz falta é animar a malta

O que faz falta

O que faz falta é empurrar a malta

O que faz falta

Quando um homem dorme na valeta

O que faz falta

Quando dizem que isto é tudo treta

O que faz falta

O que faz falta é agitar a malta

O que faz falta

O que faz falta é libertar a malta

O que faz falta

Se o patrão não vai com duas loas

O que faz falta

Se o fascista conspira na sombra

O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta

O que faz falta

O que faz falta dar poder à malta

O que faz falta

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Casamento no Castelo de S. Jorge





Sábado, nove de Abril de 2011. Castelo de S. Jorge. Noivos e a vista da cidade de Lisboa.




Subir devagar a encosta da colina, as escadas, entre pedras e pedrinhas com vários anos, séculos porventura. Desejar não cair, quase pedir uma mãozinha, para não rasgar as meias antes da festa…




E os saltos que teimam em não facilitar. O vestido que teima em descair. O risco que pode não acompanhar bem a pálpebra… respirar fundo e só querer um bocadinho de água no fim da subida!




A chegada. Os noivos. O casamento.




Entre fotografias e sorrisos, entre melancolia de tempos passados, celebrou-se o amor de longa da data, reviveu-se a amizada de longos anos, sobre a cidade de Lisboa, entre as muralhas.



Enquanto ao casal se liam os deveres e as expectativas, se desejavam os futuros mais promissores, uma lisboeta contemplava a beleza que era alguém casar na sua cidade, no castelo que a coroava.




E tantos anos depois (pareciam quase os mesmos das pedras da calçada), um amigo, que conheceu ainda no século passado, antes de passar a barreira dos vinte e dos trinta e, que, agora vê, sob um céu azul, a trocar alianças.




Sorri e controla a lágrima teimosa, que sempre jurou não derramar em casamentos.




Bate palmas no final e olha a calma do Tejo, a ponte sobre ele, a outra margem e a sua bela bela cidade.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Um poema a meio da tarde...


‎'Não tenho pressa. Pressa de quê?

Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.

Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,

Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra. Não; não sei ter pressa. ...

Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega - Nem um centímetro mais longe.

Toco só onde toco, não aonde penso.

Só me posso sentar aonde estou.

E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,

Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,

E vivemos vadios da nossa realidade.

E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.'


Alberto Caeiro

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Paixonites de fim de dia!


Já em tempos passados aqui falei das minhas paixonites musicais e mais uma vez estou (re)apaixonada... é simples quando o sol brilha lá fora e quando é sexta feira!

Desta vez o sortudo chama-se João Gilberto... paixão antiga, redescoberta e ouvida e reouvida a tarde toda!

É um amor não "correspondido", mas sabe bem pensar que ele escreve para mim, me conhece e que pensamos de forma semelhante!


Neste fim de dia primaveril, em que a Lisboeta vai conhecer o Lx Factory, vai a trautear para casa que "tem um coração vagabundo" ...


Aqui fica a letra preferida do dia:
Meu coração não se cansa De ter esperança De um dia ser tudo o que quer Meu coração de criança Não é só a lembrança De um vulto feliz de mulher Que passou por meus sonhos sem dizer adeus Sem dizer adeus E fez dos olhos meus Um chorar mais sem fim Meu coração vagabundo Quer guardar o mundo Em mim Meu coração vagabundo Quer guardar o mundo Em mim....

Boneca de Luxo (para esquecer o FMI!)


O que eu andei a perder...

Para combater todos os amargos de boca deixados pelas anunciada chegada do FMI ao nosso país, decidimos ver o belo filme Breakfast at Tiffany's (Boneca de Luxo).

Se só a música já chegaria para animar, se só a beleza da Audrey Hepburn nos faria acreditar nas belezas simples e normais... todo o filme foi uma excelente surpresa!

Confesso que a cena final me deixou de lagriminha no canto do olho... não era suposto (atribuo-a à tristeza devido à crise e ao FMI, claro!!)!

Deitei-me a trautear "moon river..." e na manhã seguinte ainda a cantava...

" Moon River, wider than a mile,


I'm crossing you in style some day.


Oh, dream maker, you heart breaker,


wherever you're going


I'm going your way.


Two drifters off to see the world.


There's such a lot of world to see.


We're after the same rainbow's end


waiting 'round the bend, my huckleberry friend,


Moon River and me. "


Infelizmente nas palavras da personagem principal, este é um ano de muitos "mean reads"...


Bem... lá terei que ver o filme, cantar "Moon river"... ou simplesmente arranjar um gato a quem tenha nome para dar!


(E para quem não conhece a pérola, aqui fica a explicação:


Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?

Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?

Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?

Paul Varjak: Sure.

Holly Golightly: Well, when I get it the only thing that does any good is to jump in a cab and go to Tiffany's. Calms me down right away. The quietness and the proud look of it; nothing very bad could happen to you there. If I could find a real-life place that'd make me feel like Tiffany's, then - then I'd buy some furniture and give the cat a name! ")


quarta-feira, 6 de abril de 2011

DE VOLTA!


Heis-nos de volta!

O tempo está ameno, passeia-se por Lisboa, desejando que não chova, que não faça frio e que a Primavera venha para ficar!

Os fiapos parecem mais que muitos (e apetece falar deles): Lisboa mostra-se, em todo o seu esplendor, com a sua cor primaveril aos olhos desta Lisboeta!!

O primeiro de muitos e frutuosos fiapos será a um fim de dia (bem) passado numa esplanada no Campo Pequeno, mais concretamente, da Cervejaria Trindade!

A noite estava amena, vinha-se com a alma fervilhando de imaginação, de criatividade e porque não despejá-la nuns copos de cerveja!?

Bebeu-se, principalmente, não à, mas sobre, A política... ou não fosse a Lisboeta acérrima nostálgica do tempo em que fazia bem falar-se dela!? (a nostalgia é tanta que já não se sabe quando foi isso...!)

Agora já todos se encontram nos mesmos lugares, todos, mesmo de quadrantes opostos, acabam por acabar a concordar... mesmo que sorriam contrariados!

Temos (quase) as esquerdas a tocar nas direitas e vice-versa! (E naquele dia ainda não tinha chegado o FMI!)

Nostalgias à parte: a cerveja - loira como se quer - era fresquinha, o croquete era quentinho, e o prego estava cheio de alho (péssimo para o hálito) mas era excelente! Só faltou o tremoço... fica para a próxima tarde!

Foi um fim de dia perfeito! Bem acompanhada, bem conversada!

Recomenda-se vivamente!

Que a primavera venha para ficar... por favor!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Primeiros livros em 2010


O ano já começou há dias e ainda não me mentalizei para escrever 2010.
Seja como for comecei da melhor maneira. Rodeada de amigos, num ambiente calmo e com a animação q.b.
Neste ano quero retomar as minhas deambulações lisboetas. Conhecer mais gente, frequentar mais locais e passear mais.

Para sugestão de 2010 aqui ficam 3 livros muito giros.
Da trilogia Millenium, de Stieg Larsson. Sendo o primeiro Os Homens Que Odeiam Mulheres. O título é sugestivo, mas não é um livro feminista ou de defesa das mulheres.
Bem escrito, bem documentado, interessante e emocionante o suficiente.
Cerca de 1800 páginas no total dos três livros, mas que foram lidas em todos bocadinhos livres, por vezes até o sono vencer.
Recentemente descobri que vai haver uma produção holywoodesca sobre os livros. Espero que valha a pena. A versão sueca (que não vi), compatriota do livro, tem como protagonista um sueco estranhíssimo. No livro o Mikhael Blomkvist é um homem que imagino algures entre o George Clooney e o Richard Gere e nada como o sueco escolhido!
Fantasias à parte, o livro é não só um excelente policial como também um livro que nos fala sobre a Suécia, sobre as máfias internacionais e a sua força e influência.
Só tenho pena que o escritor tenha morrido entretanto e tudo tenha acabado no terceiro livro, que ainda tinha tanto para dar.