sexta-feira, 8 de abril de 2011

Paixonites de fim de dia!


Já em tempos passados aqui falei das minhas paixonites musicais e mais uma vez estou (re)apaixonada... é simples quando o sol brilha lá fora e quando é sexta feira!

Desta vez o sortudo chama-se João Gilberto... paixão antiga, redescoberta e ouvida e reouvida a tarde toda!

É um amor não "correspondido", mas sabe bem pensar que ele escreve para mim, me conhece e que pensamos de forma semelhante!


Neste fim de dia primaveril, em que a Lisboeta vai conhecer o Lx Factory, vai a trautear para casa que "tem um coração vagabundo" ...


Aqui fica a letra preferida do dia:
Meu coração não se cansa De ter esperança De um dia ser tudo o que quer Meu coração de criança Não é só a lembrança De um vulto feliz de mulher Que passou por meus sonhos sem dizer adeus Sem dizer adeus E fez dos olhos meus Um chorar mais sem fim Meu coração vagabundo Quer guardar o mundo Em mim Meu coração vagabundo Quer guardar o mundo Em mim....

Boneca de Luxo (para esquecer o FMI!)


O que eu andei a perder...

Para combater todos os amargos de boca deixados pelas anunciada chegada do FMI ao nosso país, decidimos ver o belo filme Breakfast at Tiffany's (Boneca de Luxo).

Se só a música já chegaria para animar, se só a beleza da Audrey Hepburn nos faria acreditar nas belezas simples e normais... todo o filme foi uma excelente surpresa!

Confesso que a cena final me deixou de lagriminha no canto do olho... não era suposto (atribuo-a à tristeza devido à crise e ao FMI, claro!!)!

Deitei-me a trautear "moon river..." e na manhã seguinte ainda a cantava...

" Moon River, wider than a mile,


I'm crossing you in style some day.


Oh, dream maker, you heart breaker,


wherever you're going


I'm going your way.


Two drifters off to see the world.


There's such a lot of world to see.


We're after the same rainbow's end


waiting 'round the bend, my huckleberry friend,


Moon River and me. "


Infelizmente nas palavras da personagem principal, este é um ano de muitos "mean reads"...


Bem... lá terei que ver o filme, cantar "Moon river"... ou simplesmente arranjar um gato a quem tenha nome para dar!


(E para quem não conhece a pérola, aqui fica a explicação:


Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?

Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?

Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?

Paul Varjak: Sure.

Holly Golightly: Well, when I get it the only thing that does any good is to jump in a cab and go to Tiffany's. Calms me down right away. The quietness and the proud look of it; nothing very bad could happen to you there. If I could find a real-life place that'd make me feel like Tiffany's, then - then I'd buy some furniture and give the cat a name! ")


quarta-feira, 6 de abril de 2011

DE VOLTA!


Heis-nos de volta!

O tempo está ameno, passeia-se por Lisboa, desejando que não chova, que não faça frio e que a Primavera venha para ficar!

Os fiapos parecem mais que muitos (e apetece falar deles): Lisboa mostra-se, em todo o seu esplendor, com a sua cor primaveril aos olhos desta Lisboeta!!

O primeiro de muitos e frutuosos fiapos será a um fim de dia (bem) passado numa esplanada no Campo Pequeno, mais concretamente, da Cervejaria Trindade!

A noite estava amena, vinha-se com a alma fervilhando de imaginação, de criatividade e porque não despejá-la nuns copos de cerveja!?

Bebeu-se, principalmente, não à, mas sobre, A política... ou não fosse a Lisboeta acérrima nostálgica do tempo em que fazia bem falar-se dela!? (a nostalgia é tanta que já não se sabe quando foi isso...!)

Agora já todos se encontram nos mesmos lugares, todos, mesmo de quadrantes opostos, acabam por acabar a concordar... mesmo que sorriam contrariados!

Temos (quase) as esquerdas a tocar nas direitas e vice-versa! (E naquele dia ainda não tinha chegado o FMI!)

Nostalgias à parte: a cerveja - loira como se quer - era fresquinha, o croquete era quentinho, e o prego estava cheio de alho (péssimo para o hálito) mas era excelente! Só faltou o tremoço... fica para a próxima tarde!

Foi um fim de dia perfeito! Bem acompanhada, bem conversada!

Recomenda-se vivamente!

Que a primavera venha para ficar... por favor!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Primeiros livros em 2010


O ano já começou há dias e ainda não me mentalizei para escrever 2010.
Seja como for comecei da melhor maneira. Rodeada de amigos, num ambiente calmo e com a animação q.b.
Neste ano quero retomar as minhas deambulações lisboetas. Conhecer mais gente, frequentar mais locais e passear mais.

Para sugestão de 2010 aqui ficam 3 livros muito giros.
Da trilogia Millenium, de Stieg Larsson. Sendo o primeiro Os Homens Que Odeiam Mulheres. O título é sugestivo, mas não é um livro feminista ou de defesa das mulheres.
Bem escrito, bem documentado, interessante e emocionante o suficiente.
Cerca de 1800 páginas no total dos três livros, mas que foram lidas em todos bocadinhos livres, por vezes até o sono vencer.
Recentemente descobri que vai haver uma produção holywoodesca sobre os livros. Espero que valha a pena. A versão sueca (que não vi), compatriota do livro, tem como protagonista um sueco estranhíssimo. No livro o Mikhael Blomkvist é um homem que imagino algures entre o George Clooney e o Richard Gere e nada como o sueco escolhido!
Fantasias à parte, o livro é não só um excelente policial como também um livro que nos fala sobre a Suécia, sobre as máfias internacionais e a sua força e influência.
Só tenho pena que o escritor tenha morrido entretanto e tudo tenha acabado no terceiro livro, que ainda tinha tanto para dar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Por onde começar... estes meses de chuva trazem muito preguiça e opta-se por programas mais caseiros.

Se o cinema anda fraco (apenas com um sofrível New York I Love You), já o teatro nem vê-lo.

Assim anda-se um pouco sempre pelos mesmo sítios, com pouca vontade de inovar.


Assim de repente, só me lembro do Origami ali perto do Bairro Alto. Muito bom, muito estiloso e para verdadeiros amantes de sushi.. o menu de 20 peças é demasiado para estômagos como o meu e jurei que não voltava a comer sushi tão cedo (o que acabou por não ser verdade).


Pela noite o novo bar - renovado - Aquarela em Alfama. Muito calmo, bom som, bom ambiente. Espaçoso. Dá para estacionar o carro ali perto e ir a pé. A conversa tem que ser baixinha a partir das 2 da manhã que a vizinhança chama a polícia!


No Bairro Alto, de sempre, as morangoskas do Rua... que maravilha! Um hábito não recente e para manter...


Em Sintra o café Saudade... lindo de morrer, mesmo de filme, com torradinhas e capuccino mesmo cremoso. Já agora, também, em Sintra: a maravilhosa Quinta da Regaleira. Três horas de descobertas, no meio de túneis e passagens secretas. E já agora convém levar lanterna.

Para Jantar: a tasca do Xico (em Sintra), ambiente descontraído, bons petiscos mas empregados toscos que respondem com um "tasse bem" e levam reprimendas dos colegas!


E pronto, este ano acaba assim.
Rumo a 2010, com muita vontade de continuar a passear por Lisboa e arredores!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Times they are a changing....

Já dizia o Bob Dylan: os tempos mudam... mesmo em Lisboa.
A rapariga, que todos os dias se senta no chão frio, com os pés destapados, e pede umas moedinhas, passa as horas vagas a brincar com o telemóvel...
Os dois homens que saem do hospital, de braço dado, muito juntos, sem se saber qual apoia qual....
O senhor, que todos dias sai da loja de sapatos lá do bairro para dizer me bom dia e, hoje, me tocou no braço e quis falar mais que um bom dia, para saber como estava a menina...
Ficar aborrecida porque o senhor da papelaria me trata por tu....
E ficar ainda mais aborrecida porque uma rapariga de 18 anos me trata por você....
Ir ao cinema e achar estranho que as cadeiras tenham todas a mesma altura e que tenhamos que ficar deitados para ver o filme....
Já haver iluminações e enfeites de Natal há mais de quinze dias...
Sair da porta de casa,, logo de manhã, e dizer bom dia a mais de cinco pessoas...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O antigamente...


Regressada da maravilhosa e complexa cidade de Amesterdão, dou por mim a achar Lisboa mais feia.

Eu que sou uma lisboeta convicta, que falo à tia (segundo me dizem), que digo imperial, bica e joâlho (por oposição a joelho!), sinto-me esta semana um tudo ou nada menos lisboeta.

Ou são os transportes cheios de gente mal humorada, ou são os prédios abandonados, ou as ruas sujas com pessoas que dormem nos bancos de jardim... não sei.

Ontem, ansiosa por chegar a casa, na paragem do autocarro 30, assisti ao piorzinho que se pode dizer da natureza lisboeta (ou portuguesa).

O autocarro não chegava e quando chegou, apenas por inquisição (palavra branda) dos futuros passageiros, se soube que partiria apenas passado 20 minutos.

30 minutos depois da hora marcada e sem pressa de se despachar.

Ora, se é mau que todos tivessemos que nos submeter ao atraso, na ânsia de chegar a casa, para mim, muito pior foram as palavras com que a passageira, mais lisboeta e arrebitada que lá ia, nos brindou...

Este país é uma desgraça.

Eu não votei nestes.

Decidiram por mim.

E, por fim, lá veio a minha preferida: antigamente é que era bom...

Ah pois é... no fim de um dia stressante q.b., em que não consigo chegar a casa, só faltou mesmo o saudosismo pelo antigamente.

E para que não houvesse dúvidas, a sra. a crescentou: naquele tempo havia quem mandasse!


Em Amesterdão também haverá disto, é certo. Eu provavelmente é que não percebo, felizmente!