quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Primeiros livros em 2010


O ano já começou há dias e ainda não me mentalizei para escrever 2010.
Seja como for comecei da melhor maneira. Rodeada de amigos, num ambiente calmo e com a animação q.b.
Neste ano quero retomar as minhas deambulações lisboetas. Conhecer mais gente, frequentar mais locais e passear mais.

Para sugestão de 2010 aqui ficam 3 livros muito giros.
Da trilogia Millenium, de Stieg Larsson. Sendo o primeiro Os Homens Que Odeiam Mulheres. O título é sugestivo, mas não é um livro feminista ou de defesa das mulheres.
Bem escrito, bem documentado, interessante e emocionante o suficiente.
Cerca de 1800 páginas no total dos três livros, mas que foram lidas em todos bocadinhos livres, por vezes até o sono vencer.
Recentemente descobri que vai haver uma produção holywoodesca sobre os livros. Espero que valha a pena. A versão sueca (que não vi), compatriota do livro, tem como protagonista um sueco estranhíssimo. No livro o Mikhael Blomkvist é um homem que imagino algures entre o George Clooney e o Richard Gere e nada como o sueco escolhido!
Fantasias à parte, o livro é não só um excelente policial como também um livro que nos fala sobre a Suécia, sobre as máfias internacionais e a sua força e influência.
Só tenho pena que o escritor tenha morrido entretanto e tudo tenha acabado no terceiro livro, que ainda tinha tanto para dar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Por onde começar... estes meses de chuva trazem muito preguiça e opta-se por programas mais caseiros.

Se o cinema anda fraco (apenas com um sofrível New York I Love You), já o teatro nem vê-lo.

Assim anda-se um pouco sempre pelos mesmo sítios, com pouca vontade de inovar.


Assim de repente, só me lembro do Origami ali perto do Bairro Alto. Muito bom, muito estiloso e para verdadeiros amantes de sushi.. o menu de 20 peças é demasiado para estômagos como o meu e jurei que não voltava a comer sushi tão cedo (o que acabou por não ser verdade).


Pela noite o novo bar - renovado - Aquarela em Alfama. Muito calmo, bom som, bom ambiente. Espaçoso. Dá para estacionar o carro ali perto e ir a pé. A conversa tem que ser baixinha a partir das 2 da manhã que a vizinhança chama a polícia!


No Bairro Alto, de sempre, as morangoskas do Rua... que maravilha! Um hábito não recente e para manter...


Em Sintra o café Saudade... lindo de morrer, mesmo de filme, com torradinhas e capuccino mesmo cremoso. Já agora, também, em Sintra: a maravilhosa Quinta da Regaleira. Três horas de descobertas, no meio de túneis e passagens secretas. E já agora convém levar lanterna.

Para Jantar: a tasca do Xico (em Sintra), ambiente descontraído, bons petiscos mas empregados toscos que respondem com um "tasse bem" e levam reprimendas dos colegas!


E pronto, este ano acaba assim.
Rumo a 2010, com muita vontade de continuar a passear por Lisboa e arredores!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Times they are a changing....

Já dizia o Bob Dylan: os tempos mudam... mesmo em Lisboa.
A rapariga, que todos os dias se senta no chão frio, com os pés destapados, e pede umas moedinhas, passa as horas vagas a brincar com o telemóvel...
Os dois homens que saem do hospital, de braço dado, muito juntos, sem se saber qual apoia qual....
O senhor, que todos dias sai da loja de sapatos lá do bairro para dizer me bom dia e, hoje, me tocou no braço e quis falar mais que um bom dia, para saber como estava a menina...
Ficar aborrecida porque o senhor da papelaria me trata por tu....
E ficar ainda mais aborrecida porque uma rapariga de 18 anos me trata por você....
Ir ao cinema e achar estranho que as cadeiras tenham todas a mesma altura e que tenhamos que ficar deitados para ver o filme....
Já haver iluminações e enfeites de Natal há mais de quinze dias...
Sair da porta de casa,, logo de manhã, e dizer bom dia a mais de cinco pessoas...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O antigamente...


Regressada da maravilhosa e complexa cidade de Amesterdão, dou por mim a achar Lisboa mais feia.

Eu que sou uma lisboeta convicta, que falo à tia (segundo me dizem), que digo imperial, bica e joâlho (por oposição a joelho!), sinto-me esta semana um tudo ou nada menos lisboeta.

Ou são os transportes cheios de gente mal humorada, ou são os prédios abandonados, ou as ruas sujas com pessoas que dormem nos bancos de jardim... não sei.

Ontem, ansiosa por chegar a casa, na paragem do autocarro 30, assisti ao piorzinho que se pode dizer da natureza lisboeta (ou portuguesa).

O autocarro não chegava e quando chegou, apenas por inquisição (palavra branda) dos futuros passageiros, se soube que partiria apenas passado 20 minutos.

30 minutos depois da hora marcada e sem pressa de se despachar.

Ora, se é mau que todos tivessemos que nos submeter ao atraso, na ânsia de chegar a casa, para mim, muito pior foram as palavras com que a passageira, mais lisboeta e arrebitada que lá ia, nos brindou...

Este país é uma desgraça.

Eu não votei nestes.

Decidiram por mim.

E, por fim, lá veio a minha preferida: antigamente é que era bom...

Ah pois é... no fim de um dia stressante q.b., em que não consigo chegar a casa, só faltou mesmo o saudosismo pelo antigamente.

E para que não houvesse dúvidas, a sra. a crescentou: naquele tempo havia quem mandasse!


Em Amesterdão também haverá disto, é certo. Eu provavelmente é que não percebo, felizmente!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cultura aos molhos







A semana foi cultural q.b.



Três concertos e uma aula de dança.


O Inverno foi descansar uns dias e o Outono apareceu mas demasiado quente.
Na quinta rumámos ao Campo Pequeno para ir ver o espectáculo "Três Cantos", com Zé Mário Branco, Fausto e Ségio Godinho. (para expreitar em http://www.musica.iol.pt/noticias/sergio-godinho-fausto-bordalo-dias-enfim-juntos-jose-mario-branco-campo-pequeno-tres-cantos/1097790-3378.html)
Os três transportaram-nos para outro tempo, fazendo do campo um espaço mesmo pequeno para tanta gente, um espaço de nostalgia, animação e muita energia.
Foi algo de memorável ver os meus pais, e os pais de muita gente, aos saltos, aos gritos, a dançar e a gritar. Foi memorável recuperar sensações de outros tempos. Faltaram as que eu conhecia melhor e só cantaram mesmo os verdadeiros nostálgicos! Apenas consegui cantar a plenos pulmões "Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!". Uma das minhas músicas preferidas...
No sábado voltámos ao Seixal. Mais uma vez reuniu-se a família e toda a gente bateu o pé, bateu palmas e se riu com a Mingus Big Band.
Que espectáculo, que som!
Para quem não percebe nada de jazz, como eu, deu para apreciar tudo muito bem.
Para perceber que afinal posso comprar mais CDs daquele tipo de música, que é mesmo muito boa!
Ontem para fim de festa: Lindy Hop.
A nabice foi realçada por toda a turma ser composta de gente que sabe dançar muito e bem... ficou um amargo de boca, por não ter um menino com quem treinar... alguém se oferece?



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Seixal Jazz 2009 - Joe Lovano


Noite chuvosa, o Inverno chegou de um dia para o outro.

Por sugestão do meu pai, lá rumámos ao Seixal debaixo de algum stress com horas e bilhetes reservados mas não comprados...

A segunda circular estava um inferno, a Av. de Ceuta parada e a ponte 25 de Abril não andava... uma hora no trânsito e depois uma hora e meia de concerto.

Mas compensou!

O concerto era do/com Joe Lovano.
Saxofonista de renome (não para mim, inculta!) e a sua banda "Us five". Banda composto por Joe Lovano (saxofones tenor e soprano), James Weidman (piano), Esperanza Spalding (contrabaixo, voz), Otis Brown III (bateria), Francisco Mela (bateria e percussão).
Duas baterias, um contrabaixo, um piano e um saxofone (que ele trocava com outros instrumentos de sopro que não faço ideia como identificar!). As baterias eram o máximo, os meus preferidos!

Começou muito free (há que dominar o calão!) e eu pensei que ia ter dificuldade em acompanhar tal a autonomia de sons, mas depois passou para algo mais harmonioso (? na minha opinião !) e eu passei a gostar mais.
Muito bom, boa maneira de passar a noite, numa sala bonita, composta e animada.

E o melhor: sábado há mais no Seixal Jazz 2009!!

domingo, 18 de outubro de 2009

Seis personagens à procura de um autor


Depois de um fim-de-semana de arromba (merecedor de descrição em breve!), aqui fica o post que faltava, sobre o teatro da passada quarta-feira.

Seis personagens à procura de um autor, no Teatro S. Luiz, a € 5 para menores de 30 anos!

Começou muito bem, cenário engraçado, ambiente em que a peça se misturava com o público, mas, depressa, descambou.

Demasiada confusão, más projecções de voz (ora berros ora sussurros) e um mau entrosamento da história essencial com as restantes personagens. O tema era muito giro, mas faltou saber envolver e misturar. Tornou-se maçudo, complicado e até aborrecido. (Houve direito a cabeçadas para tentar não adormecer!)

No fim, a única nota positiva vai para o João Perry, muito bom actor, faz acreditar que é a personagem que procura um autor.

Nota negativa: o cliché de nos levantarmos sempre no fim das peças. Porque é que já não nos levantamos apenas quando vale a pena?