terça-feira, 13 de outubro de 2009

Lindy Hop e Diana Krall

Fim-de-semana eleitoral em Lisboa.
Fim-de-semana de Verão em pleno Outono.
Fim-de-semana com imensas visitas ao Jardim do Torel.
Sábado à tarde passeio pelo Rossio e Chiado acompanhados do cãozito. Imensa gente na rua, ambiente de Primavera, muitos elogios ao cãozito. Choco-leite-machiato (ao algo assim...) ali para os lados da Rua Augusta, numa esplanada cheia de turistas. Fresquinho, boa mistura de café com chocolate.
À noite, de mota, lá fomos ver a Diana Krall. Mas confesso que não me aqueceu nem arrefeceu. Não sei se por estar muito cá em cima, na sala de concertos do Campo Pequeno, mas senti-me um pouco desligada. Ela canta muito bem, as músicas são todas bonitas (à excepção de uma sobre o Canadá que era do pior...) e é muito simpática.
Deu para cantar o Corcovado, baixinho em brasileiro, enquanto ela cantava a versão inglesa, não tão bonita, mas ainda assim muito bem.
Houve quem gostasse muito e , no fim, isso é que contou.
Domingo: mais passeios e almoços familiares. Miminhos de sobrinha emprestada e depois passámos a tarde, no Ateneu, a dançar Lindy Hop (tendo já votado, claro!).
Nova dança antiga, com uma professora que falava tal e qual a Nelly Furtado.
Imenso calor, mas muita animação, numa sala antiga, virada para a rua do Coliseu.
Ficámos mesmo fãs e queremos repetir.
Quem quiser juntar-se à febre pode ver mais aqui:

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Encontros democráticos no NOVO JARDIM DO TOREL!


A comitiva estava no portão do Jardim do Torel.

A nossa curiosidade ganhou e decidimos entrar.

Os primeiros a pôr o pé no novo jardim do Torel!

O cãozito foi o primeiro a deixar a sua marca no relvado novinho... (que apanhámos discretamente!)

O dono foi o primeiro a sentar-se nas espreguiçadeiras estilosas (com design) com vista para a Baixa e o Rio.

E a dona foi a primeira a pendurar-se nas grades para ver melhor a paisagem.

Mas, eis se não quando, aparece o inaugurador do espaço: o Zé Faz Falta, antes bloquista, agora socialista, aparece de ar bem disposto e pergunta aos donos (e ao cãozito) o que acham do novo espaço.

Por momentos um pequeno susto... e se o dono demonstra que não gosta nada destes? E se o cãozito salta para a perna do Zé?

Mas nada disso: dono foi incisivo (como sempre!), acusando os atrasos e até sugerindo sacos pretos para cães.

E a malta (quase arruada) reuniu-se em volta dos primeiros visitantes do Jardim (e o James não resistiu e atacou mesmo uma perninha da comitiva!) e expressaram-se opiniões sobre o novo espaço de Lisboa. O Zé pediu que lhe telefonássemos se víssemos grafittis e nós dissemos que sim!

E assim se inaugurou (a 4 dias das eleições!) uma das melhores vistas da cidade, agora com um café e restaurante, que ainda não abriu, mas promete (o Zé!) que vai ter esplanada para toda a gente.

E já fazia mesmo falta....

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

DEUS DA MATANÇA




O DEUS DA MATANÇA, que está em cena no Teatro Aberto, com Joana Seixas, Paulo Pires, Sérgio Praia e Sofia de Portugal, poderia ser uma peça muito boa, mas é apenas razoável.

Não porque os actores não sejam bons, não porque o tema não seja interessante, mas porque tudo é exagerado e demasiado estereotipado.
Começa muito bem. O tema é interessante: pais, filhos e casais. As decisões em casal, o trabalho pelo meio e as diferenças entre pai e mãe.

Mas depois tudo descamba. Tudo grita, tudo berra e tudo se embebeda.


Todos eles se tornam estereótipos: o advogado que não tem tempo para nada e que não liga muito á família, a mãe composta e bem arranjada, mas que no fundo é infeliz a todos os níveis; o pai compreensivo, mas banana, com uma profissão simples por comparação com o outro (não sei porquê…) e que, no fundo, só quer ser machão e a outra mãe idealista, artista, defensora da paz e que apesar de tudo acaba por ser oca e fútil.
Todos temos um pouco daquilo, mas não somos apenas aquilo.... acho.
As interpretações são excelentes, especialmente a das mães.
O Paulo Pires é um excelente estereotipo do que todos acham (??) que deve ser um advogado dado a sua rigidez natural.


Foi um bom serão, mas não foi ,de todo, o espectáculo que eu esperava.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Almoçar no Magnólia Café


Para intercalar um dia de trabalho, travar a neura que veio com os dias mais curtos, deve ir almoçar-se (bem acompanhado de preferência) na Av. Miguel Bombarda, ao Magnolia Café.

Ali encaixado entre a Av. República e a Gulbenkian, fica num lugar sossegado, que faz esquecer o centro da cidade e (quase) o trabalho

Quem, como eu, inveja o ar dos cafés dos filmes em que tudo parece estiloso, mas confortável, com comida de aspecto delicioso, pode encontrar aqui o seu poiso.

Tudo excelente.

Ambiente calmo, preços acessíveis e o pior é que não apetece mesmo voltar ao trabalho.

Crepe de salmão fumado, com umas alcaparras de aspecto duvidoso (nem provei), mas que felizmente estavam em cima e, por isso, se tiravam muito bem.

Fiquei de olho nas tartes doces, mas pode ficar para a próxima, para um lanchinho...

Para quem tenha mais tempo e possa fugir mesmo ao regresso ao trabalho, pode demorar-se numa poltrona colorida, ler uma revista, de barriga composta e de ânimo, claramente, em alta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A gaivota

A populaça juntou-se em redor de um dos lagos do Campo Mártires da Pátria.

A populaça uniu-se com um objectivo comum e toda a gente gritava e gesticulava.

Velhotes, normalmente apáticos, saíram dos bancos de jardim, largaram a sesta pelo caminho e acorreram à beira do lago.

O motivo: ela.

A gaivota.

Ofendidos, insultavam-na, gritavam-lhe.

Já levou dois e agora quer mais um, diziam.

Os patinhos. Ainda ontem eram 6 e agora são só 4.

Mas ela lá continuava, sobrevoando, ansiosa pelo seu almoço, quase alheia ao facto de este ser um patinho amarelo, acabado de sair do ovo.

A populaça juntou-se e gritou. Mas a gaivota conseguiu levar um patinho, e a populaça, ficou, tal como a a mãe pata, indefesa a olhar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Caipirinha e e morangoska dão energia e fazem tudo parecer mais rápido!

Porque Setembro parece(-me) o mês da cultura (será?), aproveitamos todas as oportunidades para esgotar os últimos cartuchos das noites ainda quentes.

Sexta, venceu-se o sono, e fomos passear ao Bairro Alto (para variar).

O plano inicial era uma festa no Martim Moniz. Chegadas lá, nada de festa, nada de gente.

Não arriscámos. Subida até ao Chiado e paragem no Kaffeehaus. Bebemos um chá de gengibre e limão muito bom e acabámos a rir, porque a alemã teve mesmo que falar em alemão com o dono do bar que é austríaco (ela bem tentou disfarçar!)

foto do blog.delaranja.com


Mais uns passitos, rumo à calçada do Combro, onde, descendo umas escaditas, se bebem umas caipirinhas muito boas a €2. A noite continuou, passeando pelas ruas movimentadas, bebendo morangoskas muito boas no RUA. Para queimar calorias subida a pé até a casa.
Moral da história: caipirinha e e morangoska dão energia e fazem tudo parecer mais rápido, deve ser da fruta....


Dia seguinte: passeio em Belém debaixo de um sol quentinho e vontade de comer pasteis. Resistir e conseguir.

À noite: um excelente concerto no jardim da estrela, dos clássicos na rua (http://www.egeac.pt/)música clássica ao livre e grátis. Até o cãozito gostou. Porque ainda era cedo, fomos a um dos quiosques de Lisboa, ali na Praça das Flores. Excelente forma de acabar a noite, bem acompanhados e animados.


O domingo não podia ter sido melhor, terminou os amigos a jantar lá em casa e a descoberta dos Petit Gateaux do Pingo Doce.. que brilharete que se pode fazer!

Só 30 segundos no microondas, e o chocolate quentinho e derretido espalha-se no nosso prato!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Para todos os gostos, especialmente os nossos...



Mais um fim-de-semana em grande.

Muitos passeios e muito pouco descanso.

Cinema, jantares, copos e até concertos no jardim.

Para todos os gostos, especialmente os nossos.

Cinema no UCI, filme o Harry Potter.
Ideal para sábado à tarde. Leve, fiel ao livro, sensações como se fosse uma criança. Não desilude. Devoradora no Verão passado de todos os livros, só tive pena de não aparecer o Lord Ralph Fiennes.

Mais tarde, jantarada com os amigos no Stravaganza no Bairro Alto. Excelentes tortelinis e uma sangria um bocadinho alcóolica de mais. Mojito no bar Catacumbas. Excelente música e ambiente simples e descontraído.
Regresso a casa e converseta até ás 4 da manhã.
Domingo começou com muito sono. Almoço na casa da família (que bons pasteis de massa tenra...!) e depois um saltinho, acompanhados do cãozito, até ao Jardim da Estrela.
Música Jazz no Coreto, ambiente calmo e relax, de pés descalços, na relva. Encontros com um cão chamado Anibal e muitos muitos elogios ao cão mais giro do jardim: o James, claro!

Regresso a casa pelo lindo bairro de Campo de Ourique.

E chegados a casa, a lua cheia por cima do bairro da Graça, enorme, maior que o próprio Panteão, mas que a máquina não registou...

Fim de fim-de-semana: tentativa de ver um filme com a cara metade, mas o sono venceu ao fim de 45 minutos (até não foi mau...)
Nota: e não houve mesmo concerto no Torel!!