sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A gaivota

A populaça juntou-se em redor de um dos lagos do Campo Mártires da Pátria.

A populaça uniu-se com um objectivo comum e toda a gente gritava e gesticulava.

Velhotes, normalmente apáticos, saíram dos bancos de jardim, largaram a sesta pelo caminho e acorreram à beira do lago.

O motivo: ela.

A gaivota.

Ofendidos, insultavam-na, gritavam-lhe.

Já levou dois e agora quer mais um, diziam.

Os patinhos. Ainda ontem eram 6 e agora são só 4.

Mas ela lá continuava, sobrevoando, ansiosa pelo seu almoço, quase alheia ao facto de este ser um patinho amarelo, acabado de sair do ovo.

A populaça juntou-se e gritou. Mas a gaivota conseguiu levar um patinho, e a populaça, ficou, tal como a a mãe pata, indefesa a olhar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Caipirinha e e morangoska dão energia e fazem tudo parecer mais rápido!

Porque Setembro parece(-me) o mês da cultura (será?), aproveitamos todas as oportunidades para esgotar os últimos cartuchos das noites ainda quentes.

Sexta, venceu-se o sono, e fomos passear ao Bairro Alto (para variar).

O plano inicial era uma festa no Martim Moniz. Chegadas lá, nada de festa, nada de gente.

Não arriscámos. Subida até ao Chiado e paragem no Kaffeehaus. Bebemos um chá de gengibre e limão muito bom e acabámos a rir, porque a alemã teve mesmo que falar em alemão com o dono do bar que é austríaco (ela bem tentou disfarçar!)

foto do blog.delaranja.com


Mais uns passitos, rumo à calçada do Combro, onde, descendo umas escaditas, se bebem umas caipirinhas muito boas a €2. A noite continuou, passeando pelas ruas movimentadas, bebendo morangoskas muito boas no RUA. Para queimar calorias subida a pé até a casa.
Moral da história: caipirinha e e morangoska dão energia e fazem tudo parecer mais rápido, deve ser da fruta....


Dia seguinte: passeio em Belém debaixo de um sol quentinho e vontade de comer pasteis. Resistir e conseguir.

À noite: um excelente concerto no jardim da estrela, dos clássicos na rua (http://www.egeac.pt/)música clássica ao livre e grátis. Até o cãozito gostou. Porque ainda era cedo, fomos a um dos quiosques de Lisboa, ali na Praça das Flores. Excelente forma de acabar a noite, bem acompanhados e animados.


O domingo não podia ter sido melhor, terminou os amigos a jantar lá em casa e a descoberta dos Petit Gateaux do Pingo Doce.. que brilharete que se pode fazer!

Só 30 segundos no microondas, e o chocolate quentinho e derretido espalha-se no nosso prato!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Para todos os gostos, especialmente os nossos...



Mais um fim-de-semana em grande.

Muitos passeios e muito pouco descanso.

Cinema, jantares, copos e até concertos no jardim.

Para todos os gostos, especialmente os nossos.

Cinema no UCI, filme o Harry Potter.
Ideal para sábado à tarde. Leve, fiel ao livro, sensações como se fosse uma criança. Não desilude. Devoradora no Verão passado de todos os livros, só tive pena de não aparecer o Lord Ralph Fiennes.

Mais tarde, jantarada com os amigos no Stravaganza no Bairro Alto. Excelentes tortelinis e uma sangria um bocadinho alcóolica de mais. Mojito no bar Catacumbas. Excelente música e ambiente simples e descontraído.
Regresso a casa e converseta até ás 4 da manhã.
Domingo começou com muito sono. Almoço na casa da família (que bons pasteis de massa tenra...!) e depois um saltinho, acompanhados do cãozito, até ao Jardim da Estrela.
Música Jazz no Coreto, ambiente calmo e relax, de pés descalços, na relva. Encontros com um cão chamado Anibal e muitos muitos elogios ao cão mais giro do jardim: o James, claro!

Regresso a casa pelo lindo bairro de Campo de Ourique.

E chegados a casa, a lua cheia por cima do bairro da Graça, enorme, maior que o próprio Panteão, mas que a máquina não registou...

Fim de fim-de-semana: tentativa de ver um filme com a cara metade, mas o sono venceu ao fim de 45 minutos (até não foi mau...)
Nota: e não houve mesmo concerto no Torel!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Jardim do Torel - Clássicos na Rua?

fotografia de José I. Costa em olhares.aeiou.pt/miradouro_do_jardim_do_torel...

Descobri com surpresa que há um concerto marcado para o jardim do Torel, hoje ás 19 horas.

CLÁSSICOS NA RUA
Jardim do Torel - Rua Júlio de Andrade
Recital de Piano a 4 Mãos - Inês Mendes e Francisco Sassetti
4 Set: 19h
Recital de Acordeão - José Felipe Saglimbeni
5 Set: 19h

em:http://www.agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/A0001636.html?area=&tabela=&genero=&datas=&dia=&mes=&ano=&numero_resultados=&id=5ftgRPut#

Os meses de verão são ricos em festividades culturais e o ano passado apreciei muito os concertos no Jardim da Estrela. Este ano quero aproveitar o mês de Setembro para o mesmo.

A minha surpresa prende-se, não com os concerto em si, mas com o estado do jardim do Torel e da sua capacidade para receber concertos.

Passo lá quase todos os dias, na esperança de o ver aberto. Tem uma das melhores vistas da cidade, mas está quase escondido dos turistas e acaba por ser um miradouro privado dos moradores da zona. Fechado há quase um ano, promete uma remodelação de valer a pena. Dizem que com quiosque e esplanada.

Mas os meses passam e pouco vemos ser feito. A placa dizia que a obras terminariam em Março de 2009 e já vamos em Setembro. Tenho saudades de ver a colina do Bairro Alto e do Chiado, os Restauradores e o rio lá ao fundo...

O concerto será hoje às 19 horas. Espero ansiosamente que seja verdade e lá estarei, à porta, mas preparada para uma desilusão.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Excelente sábado de Agosto


Um bom sábado de Agosto deve incluir praia, jantar e uma boa noitada.

Este assim foi. Praia da Adraga, para os lados de Colares. Bonita, pouca gente, bem cuidada. Único senão do dia: água gelada, tempo quente, ondas e mais ondas... mergulhos com água pela tornozelo. Ainda assim, saldo muito positivo: banhos de sol, sossegados e bem acompanhados.


Logo depois, e após o descanso obrigatório, jantar no restaurante 12 Mesas. Aberto só para nós. Tudo muito simpático, em especial os donos, e descontraído, muita sangria e muitas gargalhadas. Tarde de maracujá de comer e chorar por mais...
Ali metido no bairro histórico de S. José, com preços simpáticos, ainda por cima se arranjarem que vos ofereça as bebidas (Obrigada, já agora....!!).

Localiza-se numa 2ª rua paralela à Avenida da Liberdade, por detrás do Teatro Tivoli (rua sem acesso a automóveis ) Rua Cardeal a São José, n.º 9 - Lisboa


Um bocadinho mais tarde, estadia prolongada na Bica, já esticada pela madrugada de Domingo, na rua inclinada, em frente um cafézinho com música africana, que se dava a ares e preços de bar.

Excelente companhia, excelente noite, muito calor e muitos amigos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Que nunca fiquemos assim!


Um verdadeiro filme de terror. Daqueles que desejamos, arduamente, que nunca nos aconteça nada semelhante... e, ainda assim, é muito possível...

O filme foi Revolutionary Road (já vai tarde, eu sei).

Filme fantástico, pela qualidade das interpretações, por ser muito realista e por ser muito bonito.

Ainda assim, é completamente negativo e pesado.

Não é o ideal para ver antes de ir para a cama, como foi o caso.

Dramatismos à parte, aproveitei para tirar algumas conclusões:
somos o que somos e, mais do que isso, os outros são como são. A vida é tramada e é muito dificil fugir-lhe.
E o pior são mesmo as espectativas que dela fazemos!

E pronto, é um filme que vale a pena ver com a cara metade (não foi o que aconteceu...) e repetir-lhe muitas vezes: que nunca fiquemos assim!
Que nunca fiquemos mesmo assim....


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Acordar cedo

(Rua da Fé - [s.d.] Foto Ferreira da Cunha (Casa da Comarca de Arganil) in AFML)

Acordar demasiado cedo custa... pelo menos, a mim custa-me sempre.

Ainda assim dá para fazer tudo mais devagar e, ainda assim, nos despacharmos mais rápido do que em dias em que é o despertador que nos tira dos sonos e sonhos.
Hoje foi um desses dias, ou dessas manhãs.

Tudo feito devagar e, ainda assim, com muito tempo de sobra para fazer o meu percurso diário para o trabalho com mais calma e mais tempo para ver tudo.
Como sempre, desci a Calçada do Moinho do Vento. O nome é bonito, a rua é normalíssima. O único problema é ser completamente a pique. Não convém ir de saltos e, ao contrário das regras, é mais seguro ir pela estrada.
Depois, por breves instantes, atravessei a Rua do Telhal e desci, depois, a Rua da Fé. Prestei a atenção às portas e fiquei curiosa com o seu significado. As casas são todas bonitas, mas metade está muito degradada. Rafael Bordalo Pinheiro nasceu nesta rua.
No fim da rua, e como ainda era cedo, entrei na tabacaria mesmo em frente e comprei a revista Time Out. Sobre Lisboa, claro.
Como ainda assim não era tarde, atravessei mais uma vez a rua, para o outro lado, e comprei duas maçãs (portuguesas) a 0,9 €. Confesso que o preço me surpreendeu. Retirei a moeda de 1€ que tinha posto em cima do balcão e paguei as duas mação com 3 moedas pretas!
Andei mais uns minutos, passei por uma loja chamada, a Idade do Armário e esperei só mais dois minutos pelo meu autocarro.
Sentada, folheei as páginas da minha revista, passando pela Av. da Liberdade e Fontes Pereira de Melo, enquanto duas senhoras de sotaque carregado, contavam a árdua vida de quem trabalhava das 9 da noite ás 9 da manhã.
E passados apenas 30 minutos, desde que saí de casa, estava sentada na minha mesa no trabalho.