terça-feira, 7 de julho de 2009

Nood


As férias meteram-se pelo meio de Junho e tudo o resto ficou em stand by.

Os passeios reduziram-se, as noitadas ficaram para outros dias.

Agora que se retoma a rotina mensal volta a vontade de sair, de passear e de cortar os dias de trabalho.

Esta sábado deixou-se o cãozito em casa e foi-se ao Nood. Restaurante no Chiado, que passa despercebido para quem passa do lado de fora. (http://www.nood.pt/)

Apesar do dia da semana, estava pouca gente.

O ambiente estava calmo como sempre e cor-de-rosa como sempre.

Decidi arriscar e comer um prato diferente: sugestão de Verão!

Que má ideia.... molho asiático não lida bem com picante e com tudo o resto muito frio... pelo menos na minha opinião!

Quem escolheu sushi ficou a ganhar. Muito bom, muito fresquinho. Que inveja...

O que me valeu foram as fantásticas Gyosas de galinha, para entrada. Sempre excelentes e quentinhas.

Pela primeira vez não gostei, mas não é hábito.


É uma excelente sugestão, restaurante com ar de bar, onde se está sempre muito muito bem.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sugestão para um sábado qualquer


Sugestão para um sábado qualquer:

1. Acordar bem cedo pela manhã (sei que custa), pegar nas toalhas, nos cremes e no cãozito e rumar à Costa da Caparica. Aguentar o calor, a fila e acabar por chegar à praia à hora em que já não se devia ir. Mas antes, virar à direita na entrada da Costa e ir para as praias de S. João. Pagar parque (máximo € 3), mas pôr o carro à sombra e perto da entrada da praia. Ter lugar para o chapelinho e ir chapinhar na água com o cãozito (antes do início da época balnear!).

2. Depois de mergulhos em água gelada, miminhos de cãozito molhado e salgado, chegar a casa e descansar 15 minutos.

3. Se o sol continuar (e a vontade se mantiver): almoço em Alfama: sardinhas de baixo de um ´sol ardente, que passa até a sombrinha, na Tininha de Alfama. Cervejinha gelada e umas sardinhas um bocadinho esturricadas.

4. Café no Pois Café, com direito a luta para ver quem come os caramelos que dão com a conta.

5. Pelo meio da tarde, rumo ao Parque das Nações, novo mergulho mas desta vez no Oceanário. Desconto de 10% com o cartão Lisboa Viva. Discussões sobre o peixe mais feio, sobre que peixe parecemos nós e tentativa e discussão sobre qual das lontras era a Amália ou o Eusébio (tinham as patas à frente).

6. Lá para as 7 chegar a casa e mimar o cãozito (que ainda estava completamente ko da praia).

7. Jantar qualquer coisa light e rumar ao FIMFA (festival de marionetas). Ver uma peça, em que era preciso saber mais francês do que se esperava, mas que ainda assim deu direito a muitas gargalhadas. (http://fimfalx.blogspot.com/)

8. Sair animados com a noite quente e ir petiscar sushi ao Estado Liquido. Muito bom, muito estiloso, não muito barato...

9. Um dia em cheio que terminou num passeio breve pelo campo mártires da pátria, com o cãozito mais simpático da vizinhança.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Pois café


Sábado era dia de corridas malucas de bicicleta por Alfama.

O dia ainda não se parecia minimamente com aquele que se viria a tornar, sem chuva torrencial e sem todo aquele frio.

Passando na Rua de S. Miguel e indo em direcção ao Terreiro do Paço, chegámos ao Pois Café. Um café austríaco, mesmo metido nas ruas de Alfama. Fala-se algum português, mas imperam outras linguas.

As comidas também são alternativas, misturando o básico com misturas diferentes (quem diria que maçã e doce de tomate ficavam tão bem com fiambre de peru?).

Sentados em qualquer mesa, que, de certeza, foi encontrada em casa de alguma avó (até da minha, conheço algumas daquelas cadeiras...), ou num sofá fofinho, podemos ler revistas, ler livros ou simplesmente obervar os quadros ou as pessoas que por lá entram.
O espaço é muito giro, misturando o antigo como novo, num ambiente confortável.

Nos filmes há sempre lugares assim, cosmopolitas, algo intelectuais, onde os encontros estão repletos de intenção. No Pois Café podemos aderir a essa moda, escrever na moleskine, até pintar, ou simplesmente descansar num ambiente diferente.

No que a mim me diz respeito, acho o Pois Café um lugar bem decorado, sossegado, num bairro muito giro. A comida não é má, mas podia ser mais barata...

É um bom local para passar a tarde, com ou sem aspirações intelectuais.
Pois...

aqui fica o site: http://www.poiscafe.com/

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mais do mesmo...

Mais do mesmo.
Num dia de primavera em que o bom ânimo impera aqui fica uma boa sugestão de música.
A letra é simples e bonita, a banda a melhor, a voz é a do Eddie Vedder.
Para ver aqui fica http://www.youtube.com/watch?v=6S1Rh0MQSdA&feature=related e para acompanhar, ao mesmo tempo que o Eddie, aqui fica a letra:
I have not been home since you left long ago
I'm thumbing my way back to heaven
Counting steps, walking backwards on the road
I'm counting my way back to heaven
I can't be free with what's locked inside of me
If there was a key, you took it in your hand
There's no wrong or right, but I'm sure there's good and bad
The questions linger overhead
No matter how cold the winter, there's a springtime ahead
I'm thumbing my way back to heaven´
Iwish that I could hold you
I wish that I had
Thinking 'bout heaven
I let go of a rope, thinking that's what held me back
And in time I've realized, it's now wrapped around my neck
I can't see what's next, from this lonely overpass
Hang my head and count my steps, as another car goes past
All the rusted signs we ignore throughout our lives
Choosing the shiny ones instead
I turned my back, now there's no turning back
No matter how cold the winter, there's a springtime ahead
I smile, but who am I kidding?
I'm just walking the miles, every once in a while I
'll get a ride
I'm thumbing my way back to heaven
Thumbing my way back to heaven
I'm thumbing my way back to heaven...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Kuta bar


Mesmo de raspão, mesmo ali num saltinho, fomos dar um beijinho de parabéns a uma amiga ali no Kuta Bar.

Deixámos o carro ao pé do museu do fado, entrámos por uma ruela de Alfama e ainda ouvimos umas notas de um fadito.

Chegados ao Kuta bar, esperava-nos um porteiro de ar imponente. Lá dentro:o oposto.

Budas, sofás, almofadas e um ecrã com imagens psicadélicas.

Provei o mojito sem alcool. Cheio de pepino e hortelã. € 5.

Sentei-me nas almofadas fashion e cobicei os pratos da mesa ao lado.

Correu tão bem, que este fim-de-semana vou voltar.

Jantarada com os amigos e, quem sabe, ainda regresso para o brunch, com massagem Shiatsu!

Para matar a curiosidade aqui fica o site.


Tudo corresponde ao real.

Uma boa sugestão para o resto de 2009, uma alternativa (não barata), mas aberta até, pelo menos, às duas das manhã.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Livros


Dias complicados passam devagar e, às vezes, muito depressa. Estamos numas semanas assim.


Os poucos momentos que não são de stress são passados em passeios, mais ou menos demorados, a comer gulodices, a mimar quem merece ser mimado, ou a ler um livro.


Ser leitora é o meu dia a dia, e se intervalo as leituras jurídicas com outras coisas, tento que sejam o mais relaxantes possível.


Não tenho ambições de ser muito culta, muito erudita, mas não há semana do ano (salvas raras excepções) em que não ande com um livro dentro da mala, que depois passa para a mesa da sala, para a mesinha de cabeceira e regressa, depois, à mala.


É ver-me no metro, enfiada no meio de dezenas de pessoas, a ler em pé, enquanto ando e mesmo quando as portas estão a fechar. Desde há uns meses para cá, descubro que não sou a única. Há mais que sobem as escadas de livro aberto, arriscando quase a vida no meio do tumulto, para ler mais umas linhas.


Na interminável espera pelo autocarro 767 (com sorte 10 minutos) e na viagem acelerada pelas ruas esburacadas, leio as linhas do meu livro do dia. Combato os enjoos que ganho na Gomes Freire (com mais buracos que as outras) e só não leio pelo jardim do campo dos mártires porque tenho medo dos gansos (as histórias falam em dentadas!).


Neste momento espera-me a banda desenhada "Watchmen" (sim, o do filme) e ando a ler um policial da Editora Gótica.


O mês de Abril foi passado com a Val Mcdermid minha escritora policial de eleição.


Vendendo um bocadinho o "peixe" dela: são livros emocionantes, muito bem escritos, interessantes e com pesquisa que dá à história toda a veracidade. Sou fã do Dr. Tony Hill, um psicólogo criminal, que tem o seu quê de James Bond.


Recomendo vivamente. São livros bons, não simples, com histórias que extravasam o crime e que apelam às relações familiares, aos amores e desamores e ao dia a dia de cada pessoa.


Lê-los em inglês é ainda melhor, (mais barato e tudo) basta ir á Amazon e levam-nos a casa!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

25 de abril, 35 anos depois


O 25 de Abril sempre teve para mim uma conotação quase familiar.
Sempre foi marcado por histórias, músicas, filmes, fotografias e passeios.
Sempre houve orgulho demonstrado por aquele dia e histórias para contar.
Não tive hipótese, dizem. Desde cedo fui para a manif com os meus pais. Sempre me habituei a conhecer a cara dos capitães e saber os seus feitos. A madrugada, o largo do Carmo, a Grândola Vila Morena.
Após alguns anos de interregno, decidi voltar a descer a Avenida da Liberdade, acompanhada dos pais, do mano e da cunhada. Juntaram-se, depois, os primos e a amiga que não podia faltar. Os capitães já eram poucos e agora os líderes dos partidos de esquerda já vão na frente… feitos heróis de há 35 anos.
Muita música, muitos cravos e muitas palavras de ordem. O 25 de Abril tornou-se uma manifestação para dizer mal do Governo, tornou-se um dia em que a liberdade se traduz em campanha política. A liberdade também permite isso …
Ainda assim vale a pena ir, ver as cores da liberdade, cantar o Grândola e depois ir à Trindade beber uma cervejita. E depois, a caminho de casa, passar no largo do Carmo e imaginar que naquele dia, há 35 anos, todas as pessoas de Lisboa ali acorreram na crença de um país melhor.