segunda-feira, 9 de março de 2009

Tondela.


Tondela não tem, na realidade, nada de especial e, ainda assim, tem, para esta Lisboeta, imenso encanto.
Terra perto da serra Caramulo, perto de Viseu, a que se chega com alívio depois da viagem atribulada pelo IP3.

Terra de boa comida, de tempo gelado no Inverno e muito quente no Verão.

Terra onde se pode ir a pé a quase a todo lado, onde se pode sair à noite à vontade e onde se pode voltar para casa, aos tropeções, às quatro da manhã, sem ninguém reparar e nem sequer nos ver.
Terra onde se conhece gente bem disposta, que nos leva pela serra acima, e que, com sabedoria, conduz a direito numa estrada cheia de curvas.

Para quem não conhece é capaz de não ser mais que uma terra qualquer, perdida nas Beiras, mas para mim é a terra da família, dos primos, dos tios e dos avós. Onde sempre se come o pequeno-almoço, o almoço, se lancha e janta, sempre em quantidades similares.
Onde se bebe Quinta de Cabriz ou groselha bem gelada.

Terra de pinhais, de matas e feiras à segunda-feira de manhã.
Terra onde sempre se pode assistir a muitos concertos, teatros e festas. E onde no verão se fica em casa a dormir a sesta.
Lugar de repouso, de sossego.

Tondela

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Lisboa tem um novo habitante

Lisboa tem um novo habitante!
Vindo directamente de Coimbra, instalou-se na cidade para ficar.

É pequenino e animado. Dorme 20 horas por dia e as restantes divide-as em asneiras, treinos para saber rosnar e em comer em tempo recorde. Já tem um amigo especial, chamado garfield, a quem dá umas dentadas carinhosas nos olhos e orelhas.

Chama-se James e vai ser um cão citadino e cosmopolita. Vai passear por Lisboa inteira, devagar, que não convém esforçar muito (nem ele quer!).

Os donos não têm dormido muito bem, porque o James quer companhia quando está acordado... mas não têm outro remédio porque é mesmo muito muito dificil resistir a estes olhitos:

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


Passada a efeméride do dia dos namorados, urge falar do amor.

Já aqui referi, muito de passagem, a adoração com que sigo a banda Pearl Jam.
Já lá vão 15 anos e, realmente, não esmorece.
A maravilha que foi o ipod só veio trazer mais proximidade e agora, a qualquer hora do dia, deleito-me com a voz do Eddie Vedder e o som da banda.
Gosto de quase todas as músicas. Das baladas, ao rock mais pesado.
Gosto que não falem só de amor, mas também daquilo que a banda pensa do mundo (em especial nas músicas Evolution e World Wide Suicide).
Mas a música que gosto mais, (e não sei bem porquê) é a muito antiga: Elderly woman behind the counter in a small town. Traduzido à letra: Mulher velha (idosa) atrás de um balcão numa pequena cidade.
Gosto porque é simples, a melodia é simples, mas podia ter sido escrita sobre qualquer um de nós (se calhar até sei porque gosto!). Sobre o facto de, na maior parte das vezes não mudarmos, não sairmos do mesmo lugar e, de repente, repararmos que o mundo mudou e nós não.
Parece uma análise muito simplista, até para mim. Mas é o que penso quando a ouço.
Fica aqui um excerto da letra, que espero que converta quem lê estas palavras a uma das melhores bandas do mundo! (porque não ser ambiciosa?!):

“Haunting, familiar, yet I can't seem to place it
Cannot find the candle of thought to light your name
Lifetimes are catching up with me
All these changes taking place,
I wish Id seen the place
But no ones ever taken me
Hearts and thoughts they fade, fade away...
I swear I recognize your breath
Memories like fingerprints are slowly raising
Me, you wouldn’t recall, forI’m not my former
Its hard when you’re stuck upon the shelf
I changed by not changing at all, small town predicts my fate
Perhaps that’s what no one wants to see
I just want to scream...hello...
My God its been so long, never dreamed you’d return
But now here you are, and here I am
Hearts and thoughts they fade...away...”

Mais em: https://www.pearljam.com

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Os Guardiães


Na passada sexta-feira, já com os olhos postos no fim-de-semana, fomos ao almoçar à Gulbenkian e passear depois pelos jardins.
É sempre uma boa solução para almoço. Não é caro (à volta de €6) e tem imensa variedade. Eu vou sempre para as saladas, acompanhadas de uma ou outra asneira, (peixinhos da horta, panados, empadas…), o meu querido vai sempre para as asneiras acompanhadas de uma (única e rara) salada.
O dia estava excelente e o jardim estava cheio de gente deitada na relva, a ler, a dormir e a namorar.


Aproveitei o resto da minha hora de almoço para me sentar no anfiteatro, ao sol, e retomar o que tem ocupado muitos dos meus minutos de lazer: mais um livro da trilogia Os Guardiães Do Dia, os Guardiães Da Noite e, já esta semana, Os Guardiães Do Crepúsculo.
Estes livros, emprestados por uma (igualmente) fã de livros negros, com vampiros e amigos, está deixar-me completamente viciada.
Podiam ser simples livros de fantasia, com um tema original, não fosse o pano de fundo de todas as histórias ser a discussão sobre o porquê de algumas pessoas serem boas e outras, simplesmente, más.
Os livros não tomam posições, e acabam por criticar as que pensam que são sempre boas, e disso se fazem, e humanizar as que se fazem de más. A luz e as trevas e a fronteira ténue que há sempre entre o bem e o mal.

A cada livro que passa, composto por três histórias cada um, mas sempre interligadas, vamos começando a gostar mais das personagens. Revemo-nos nas suas dúvidas, nos seus receios, nos amores e desamores. Acabo por ter pena dos que morrem (mesmo os maus) e já começo a andar pelas ruas de Lisboa a olhar com outros olhos para as pessoas, catalogando-as nas que, claramente, seriam das trevas e nas que seriam da luz.
O autor é russo (Serguei Lukianenko) e eu, que nunca tinha lido nada russo, estou a gostar muito da caracterização das personagens mas também dos lugares. O autor vai buscar momentos históricos e até fala sobre a Segunda Guerra Mundial e a Revolução Russa e o papel das referidas forças da luz e das trevas nesses momentos. Acaba por não tomar posição definida, o que nos deixa livres para entender simplesmente o que quisermos.


Aqui fica mais um bom hábito de 2009!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Que fim-de-semana!



Fim de semana soalheiro. Recheado com os meus programas preferidos.

Sexta: jantar no café Santa Cruz, muito bem acompanhados com dois dos mais queridos membros família. Depois um copo no bar do teatro Maria Matos. Música ao vivo, ambiente relaxado e muita conversa profunda. Ao chegar a casa, uma visita surpresa: quase ás três da manhã, os manos na rua e eu de pijama à janela... só faltou a serenata!

No Sábado: pela manhã corte de cabelo, um fantástico CD do Bob Dylan, para prenda de dia dos namorados (mesmo quem diz que não liga gosta das prendas!!) e almoço no Noobai no Adamastor. Sol na carinha, bruscketa com limonada. Da parte da tarde passeio pelas ruas de Alfama, com a minha alemã preferida, e lanche numa padaria típica do bairro. Ao jantar: sushi trazido para casa do restaurante Kaiseki em Telheiras e 20 minutos do filme "Letters from Iwo Jima", que o sofá, de tão confortável, não me deixou ver. As meninas a dormir e os meninos a aguentarem-se até ao fim! Ouvir dizer que é mesmo muito giro!

Hoje, depois de uma manhã no relax a acabar o meu livro do momento, rumámos a Oeiras onde nos deliciámos com um fantástico almoço com os amigos. A minha mousse estava fantástica (palavras deles, não minhas) e os meus mojitos estão aprovados! A sangria não desiludiu, nem o excelente bolo de dois chocolates. O café na praia, até ao pôr do sol, foi a cereja no topo do bolo. Amigos sempre animados e rir até doer a barriga!
Não poderia ter tido melhor fim-de-semana....

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Just Be


Sábado à noite, depois de uma viagem a Coimbra e de umas belas almôndegas para o jantar, rumámos ao bar Just Be, ali na Av. de Roma, mesmo ao lado do teatro Maria Matos e do Cinema King.
O bar é simpático, música baixinha e nunca tem demasiada gente. Abundam os tons vermelhos e pretos e muitas flores.
Agora é de consumo obrigatório e, portanto, tem que se fazer o esforço de beber um dos maravilhosos cocktails.

Os preços não são baratos (€ 6 o cocktail e €1,5 a cerveja), mas vale a pena beber qualquer um deles.
Já experimentei a caipirinha (mais barata €5, acho), que é muito boa.
O Red Mojito que é fantástico: vinho tinto com mojito.
Desta vez, fui para o clássico Mojito. O copo é grande e matou as saudades de Cuba.
Já agora aproveito para fazer a comparação: lá os copos são mais pequenos, normalmente tipo imperial, têm menos gelo, e não há lima, só hortelã. Ainda assim são doces e, na maior parte das vezes, leves. Cá puxam mais no rum e misturam a lima.
Em Cuba são mais baratos (€3), mas, ainda assim, mais caros do que se possa supor.
Os cubanos bebem-nos também, portanto, suponho que tenhamos pago o preço de turista.
Voltando ao Just Be e o seu mojito: não desilude, pelo contrário. É super doce e fresco. A lima fica sempre bem e a hortelã compõe.

Aqui fica, então, o primeiro post sobre álcool! Para alegria de muitos que, de certeza, disseram que seria um costume!! Seja feita a vossa vontade!
Já que tenho a fama que tenha o proveito!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para repensar as prioridades...


Saída da ginástica a correr, sem jantar, rumei directa ao Alvaláxia.
O objectivo era ver o Slumdog Millionaire.
Levava o cartão Millenium Gold e só pagámos um bilhete.
Preparada para roubar pipocas do parceiro, lá nos sentámos, os quatro, numa sala muito composta, nem parecia terça-feira. Desta vez os namorados também se juntaram (o filme não é só para meninas), mas ficámos as meninas de um lado e eles do outro.
Sobre o filme, bem… gostei muito mesmo. Não esperava gostar tanto.
Bem merece todas as nomeações aos Óscares. É mesmo o filme típico.
Daqueles clássicos à moda antiga, cheio de romance, emoção, drama e tudo e tudo.
Os actores são excelentes e os miúdos do início são lindos.
Desta vez não havia Brad Pitt, mas a minha amiga voltou a suspirar, mas com as crianças. Mais uma vez soltou um “Ai, tão querido!”, que deve ter sido ouvido na primeira fila. Ir com ela ao cinema inclui sempre efeitos sonoros extra.
O filme emociona, empolga, dá pena e torcemos pelo Jamal como se estivéssemos mesmo a ver O Quem Quer Ser Milionário.
A imagem que dá da Índia não é das melhores, mas não deixa de ser um retrato aproximado do que lá se deve passar, todos os dias.
Está tão bem filmado que, se nos deixarmos levar, quase sentimos os cheiros daquelas ruas.
Saí de lá reconfortada.
Depois de um dia de trabalho, deu para repensar prioridades.